
O combate aos crimes ambientais no Sul do Amazonas ganhou um reforço de peso com o início da primeira etapa da “Operação Tamoiotatá 6”. As ações estão concentradas nos municípios de Humaitá, a 590 quilômetros de Manaus, e Apuí, que fica a uma distância de 453 quilômetros da capital. Esta região faz parte do eixo permanente de atuação da força-tarefa, uma estratégia essencial para proteger a floresta e garantir que a lei chegue aos locais de difícil acesso.
A mobilização começou no dia 23 de fevereiro, quando um comboio de 13 viaturas saiu de Manaus rumo a Humaitá pela BR-319. Além das bases em Humaitá e Apuí, o governo confirmou uma terceira base fixa em Boca do Acre, situada a 1.028 quilômetros de Manaus. Esse planejamento assegura que o Estado mantenha uma presença contínua e articulada durante todo o ano de 2026.
A estrutura da operação não é por acaso. Segundo Gustavo Picanço, diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), o trabalho se baseia em dados técnicos e monitoramento constante. O objetivo é agir com precisão tanto na prevenção quanto na repressão em áreas que sofrem maior pressão ambiental.
“A Operação Tamoiotatá é fundamental para ampliar a capacidade de resposta do Estado. Atuamos com planejamento técnico, uso de dados e integração entre os órgãos, o que permite agir de forma mais rápida e eficiente na proteção do meio ambiente”, afirmou Gustavo.
Força integrada
O sucesso desse enfrentamento depende da união de forças. A “Operação Tamoiotatá 6” reúne o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) — através do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb) — a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). O grupo recebe ainda o suporte tecnológico do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), ligado ao Ministério da Defesa.
As frentes de trabalho incluem os seguintes pontos
- Fiscalização terrestre e vistorias detalhadas em locais com alertas ambientais.
- Aplicação de autos de infração e embargos administrativos imediatos.
- Proteção rigorosa das Unidades de Conservação (UCs) estaduais.
- Monitoramento de áreas estratégicas para a conservação da biodiversidade.
Diferente de ações pontuais, esta operação possui um cronograma robusto dividido em 15 etapas. Cada fase terá cerca de 20 dias, com atividades previstas até dezembro de 2026. Esse calendário é vital porque cobre o período mais crítico da estiagem, época em que as queimadas e o desmatamento costumam avançar na Amazônia.
Fique por dentro
A Operação Tamoiotatá consolidou-se como o principal instrumento de defesa ambiental do Estado. Ao integrar inteligência, tecnologia e policiamento de campo, a iniciativa busca reduzir drasticamente os índices de degradação. A permanência das bases no sul do Amazonas é um passo decisivo para mostrar que a floresta em pé é prioridade máxima e que a fiscalização será constante durante todo o ano.
ASCOM: Rafael Seixas










