
Sem meias palavras, o senador Eduardo Braga (MDB) resolveu subir o tom contra a ministra do Meio Ambiente Marina Silva, e não foi com poesia.
Na visão de boa parte da bancada amazonense, o que deveria ser combate ao crime ambiental está virando algo mais abrangente. Tipo assim: se tem gente, fiscaliza; se trabalha, desconfia; se respira na floresta, já entra na estatística.
A ministra, em recente passagem por Manaus, tratou o trabalhador como criminoso, enquanto o crime organizado continua operando com CNPJ emocional e logística de multinacional.
“Ela quer tratar os nossos trabalhadores como se fossem bandidos, e nós não somos bandidos. Um povo que preserva 97% da floresta, como o povo do Amazonas, deveria ser reconhecido e não perseguido”, disse Braga nas redes sociais.
Repercussão sobre entrega de peixes

O vereador Sargento Salazar (PL), apontado por pesquisas como um dos nomes de destaque para as próximas eleições, recebeu críticas nas redes sociais após questionar a entrega de peixes à população em Manaus.
A reação do público destacou que a distribuição do pescado é uma prática tradicional e recorrente na capital durante a Semana Santa. Já acontece há anos. Em resposta aos questionamentos, Salazar afirmou que realiza auxílio social de forma reservada. “Eu ajudo, só não mostro”.
O episódio evidenciou uma divisão de opiniões entre a estratégia de comunicação do vereador e a expectativa de parte do eleitorado, que prioriza o benefício direto da entrega do alimento em vez do debate digital.
David e o gabinete itinerante

O prefeito David Almeida (Avante) se despediu do seu gabinete, um lugar que, segundo ele mesmo, quase não frequentava.
Explicou que seu verdadeiro gabinete sempre foi a rua. UBS, feira, escola, quadras de esportes. Um prefeito em versão home office ao contrário: trabalhava em qualquer lugar, menos no escritório.
Agora, ao arrumar as gavetas, o prefeito encontrou fotos, lembranças e, possivelmente, o próprio gabinete pela primeira vez com calma.
A saída tem nome técnico: desincompatibilização. Mas, na prática, atende por outro nome: pré-campanha eleitoral, de olho no Palácio da Compensa.
Fé e política em São Paulo

A pré-candidata Maria do Carmo (PL) foi até São Paulo reforçar alianças — espirituais e eleitorais.
Ela apareceu ao lado do governador Tarcísio de Freitas e do pastor Valdemiro Santiago, num evento onde fé, política e networking caminharam de mãos dadas.
No meio da celebração, a pré-candidata ganhou uma promessa curiosa: um tambaqui.
Nada mais simbólico. O Amazonas sendo representado por sua principal moeda diplomática: peixe.
Entre bênçãos, discursos e fotos estratégicas, ficou claro que a campanha já começou embora ninguém tenha avisado oficialmente.
Pastor cheio de rolos

O pastor Valdemiro Santiago, que abraçou Maria do Carmo em São Paulo, já enfrentou questionamentos do Ministério Público Federal (MPF) por um detalhe quase técnico: a mistura entre milagre e comércio.
Segundo as investigações, havia produtos “ungidos” sendo vendidos com promessas de cura e solução de problemas — uma espécie de delivery do divino, com pagamento antecipado e fé parcelada.
O problema, ao que parece, não era a fé. Era o CNPJ. Porque acreditar sempre foi gratuito. O que passou a custar caro foi o “acesso premium” ao milagre.
Milagre com prazo de validade
Em tempos difíceis, o brasileiro se apega a tudo: fé, esperança e, pelo visto, até produto ungido.
O caso envolvendo Valdemiro Santiago levantou uma questão curiosa: quando o milagre vem embalado, anunciado e com promessa de resultado, ele ainda é milagre ou já entra no Código de Defesa do Consumidor?
O Ministério Público Federal achou que a linha foi ultrapassada. Porque uma coisa é fé. Outra coisa é promoção.










