Jovem Apesar da proibição, uso do cigarro eletrônico cresce entre jovens

Apesar da proibição, uso do cigarro eletrônico cresce entre jovens

De acordo com dados do IBGE, dois em cada dez brasileiros de 16 a 17 anos já usaram o dispositivo proibido pela Anvisa desde 2009

Foto: Pixabay

Um estudo apresentado durante o Congresso Internacional da Sociedade Respiratória Europeia, na Espanha, trouxe uma conclusão preocupante. Segundo o trabalho do Instituto para Pesquisa Livre de Tabaco, da Irlanda, os adolescentes com pais fumantes tem 55% mais chances de experimentar cigarros eletrônicos. No Brasil, de acordo com dados do IBGE, dois em cada dez jovens de 16 a 17 anos já usaram o dispositivo proibido pela Anvisa desde 2009.

Para o presidente da Associação Média Brasileira, César Fernandes, a promessa de que o cigarro eletrônico ajudaria a combater o vício não passa de um mito: “Esses dispositivos eletrônicos de fumar vieram com essa áurea de modernidade e de minimizar riscos. O que se sabe é que não minimiza em hipótese alguma esses riscos, ele libera nicotina junto com outras substâncias tóxicas, e tem potencialmente todos os riscos que o cigarro convencional tem”. Na semana passada, o Ministério da Justiça determinou que 32 empresas em todo o país suspendam a venda de cigarros eletrônicos.

De acordo com a pasta, a situação atual é grave, com um aumento significativo do uso dos produtos pelo público jovem. Os dispositivos são vendidos livremente por diferentes tipos de empreendimentos, como lojas, tabacarias e páginas na internet, apesar de serem ilegais. O secretário nacional do consumidor, Rodrigo Roca, disse, em entrevista à Jovem Pan News, que o problema do cigarro eletrônico precisa ser tratado como caso de polícia: “De um lado nós temos a relação de consumo em estabelecimentos regularmente constituídos e que eventualmente estejam vendendo esses produtos que são proibidos desde 2009 pela Anvisa, que reforçou o seu entendimento sobre essa proibição em julho de 2022. Outra coisa é a questão policial, o contrabando, as pessoas que já fazem uso desse dispositivo e aqueles estabelecimentos que não estão regularmente constituídos. Aí não se trata de uma relação de consumo e sim de um caso de polícia”.

Fonte: https://jovempan.com.br/programas/jornal-da-manha/apesar-da-proibicao-uso-do-cigarro-eletronico-cresce-entre-jovens.html

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