
A Justiça do Amazonas suspendeu os repasses de empréstimos consignados da Amazonprev ao Banco Master após vir à tona que o fundo previdenciário estadual investiu R$ 50 milhões em títulos da instituição, hoje em liquidação extrajudicial.
A decisão expõe a Amazonprev no meio do escândalo financeiro e busca evitar prejuízo direto às aposentadorias dos servidores, autorizando que os valores descontados em folha sejam depositados judicialmente, enquanto o banco é impedido de negativar os segurados.
Atendimento itinerante no interior

O deputado federal Átila Lins (PSD-AM) anunciou o calendário do PREVBarco 2026, garantindo atendimento previdenciário itinerante a comunidades ribeirinhas do Amazonas.
A ação, articulada junto ao INSS, leva serviços como aposentadorias, benefícios assistenciais e perícia médica diretamente aos rios do estado, reforçando o papel do parlamentar na ampliação do acesso a direitos previdenciários no interior.
Título de Cidadão polêmico

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) iniciou a tramitação de uma proposta para conceder o título de “Cidadão amazonense” ao senador Flávio Bolsonaro. O projeto, apresentado pelo deputado Delegado Péricles (PL), tem gerado debates acalorados e contestações nas redes sociais desde sua divulgação.
Enquanto os críticos apontam o que chamam de omissão durante a tragédia sanitária, os defensores da proposta argumentam que a homenagem é legítima pelo apoio do senador a pautas de interesse do estado. A matéria segue em análise pelas comissões da casa legislativa antes de ser levada ao plenário.
Charme que desvia o olhar dos rios podres

Enquanto os deputados em Brasília saboreavam um nobre filé de pirarucu amazônico – o “bacalhau dos trópicos” – o rio que o criou segue mais abandonado que promessa de campanha.
O peixe gigante, símbolo de resistência e manejo sustentável, foi usado como “amaciante” político num jantar na Granja do Torto. Lula serviu o produto premium do Amazonas para tentar dulcificar as relações com a Câmara.
Enquanto isso, os rios amazônicos continuam sem balizamento, sem sinalização, cheios de piratas fluviais e poluição. O pirarucu chegou ao prato presidencial, mas as hidrovias da região seguem intransitáveis.
Parece que, no cardápio do poder, o sabor amazônico vale muito mais que pautas envolvendo infraestrutura.
Pirarucu vira “sardinha” de luxo alheia

O Amazonas é o maior produtor nacional de pirarucu, orgulho da pesca manejada e das comunidades ribeirinhas. Mas quem dá o passo histórico de industrializar e enlatar o “rei dos rios”? O Pará, é claro.
Enquanto o Amazonas exibe o peixe em eventos palacianos, os paraenses colocam o bicho na prateleira, em conserva com azeite e alecrim, pronto para exportação.
O Amazonas fica com a fama, o Pará fica com a fábrica. É um clássico da economia regional: a gente cria o produto, outro estado agrega valor, embala e lucra.
O pirarucu virou símbolo gastronômico aqui e commodity enlatada ali. Pelo menos na lata, ele não sofre com a poluição dos nossos rios.
Justiça em águas turbulentas

Enquanto o pirarucu servia de ponte diplomática em Brasília, a Justiça decidiu trazer para Manaus o julgamento dos acusados de assassinar Bruno Pereira e Dom Phillips no Vale do Javari.
A mudança para a capital agiliza o processo, mas expõe a contradição brutal: a lei avança no tribunal, mas não nos rios.
Enquanto um caso emblemático busca seu desfecho legal, as hidrovias seguem perigosas, desprotegidas e tomadas por crime.
O Estado consegue transferir um júri, mas não consegue transferir segurança e ordem para suas águas. O pirarucu pode até amaciar relações políticas, mas a violência e o abandono nas fronteiras fluviais continuam intocadas.










