
A morte do cachorro Orelha, vítima de um ato brutal de violência na Praia Brava, em Florianópolis, gerou uma onda de comoção nacional que agora ecoa na capital amazonense. No próximo domingo (1), às 9h, a Orla da Praia da Ponta Negra será palco de uma manifestação para cobrar punição rigorosa aos responsáveis e reforçar a luta contra os maus-tratos a animais.
O ato é convocado pelo vereador Amauri Gomes (UB) e pelo ex-deputado federal Delegado Pablo. O ponto de encontro para os manifestantes será em frente à Feirinha do Empreendedor, nas proximidades da Orla 92.
Mobilização contra a impunidade em crimes ambientais
Para o protetor da causa animal Amauri Gomes, o evento é uma resposta necessária ao sentimento de indignação que tomou conta do país. Ele reforça que a mobilização popular é uma ferramenta essencial para evitar que casos como este caiam no esquecimento.
“Essa manifestação é um pedido de Justiça pela morte do Orelha. Sabemos que neste país a impunidade muitas vezes prevalece, por isso vamos às ruas neste domingo para dizer basta. Vamos mostrar nossa indignação contra todos que, de alguma forma permitem que crimes de maus-tratos aos animais fiquem impunes”, afirma Amauri Gomes.
A organização do evento solicita que os participantes compareçam vestindo camisetas pretas. O traje simboliza o luto pela perda do animal e a união da sociedade em defesa dos direitos dos animais.
Detalhes sobre o caso Orelha e as investigações
O crime ocorreu no dia 4 de janeiro e chocou pela agressividade. Orelha, um cão de aproximadamente 10 anos, sofreu ferimentos tão graves que, após avaliação veterinária, precisou ser submetido à eutanásia para interromper seu sofrimento físico.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) apontam os seguintes pontos:
- Quatro adolescentes de classe média alta são os principais suspeitos do envolvimento direto.
- O grupo pode responder por crimes que vão além dos maus-tratos a animais.
- As acusações incluem dano ao patrimônio e crimes contra a honra.
- O inquérito busca detalhar a participação de cada jovem no ato de violência.
A manifestação na Ponta Negra pretende unir a voz dos amazonenses ao clamor nacional, exigindo que a legislação vigente seja aplicada com rigor para coibir novas tragédias envolvendo animais domésticos ou silvestres.
ASCOM: Lucas Thiago










