
A rotina de chuvas em Manaus tem exposto um problema antigo na “Escola Estadual Getúlio Vargas”, localizada na rua Marciano Armond, bairro Cachoeirinha, zona Sul da capital. Um docente que leciona na unidade há 12 anos formalizou uma denúncia sobre a falta de cobertura e de uma passagem segura entre os blocos da instituição.
Segundo o relato, a precariedade da infraestrutura coloca os 600 alunos em risco e compromete até o acesso à alimentação escolar.
A escola é dividida em dois blocos físicos distintos: o bloco superior, onde funcionam as turmas do Ensino Fundamental 1, e o bloco inferior, destinado ao Ensino Fundamental 2. O problema central está na ligação entre esses dois espaços, que exige uma travessia a céu aberto.
Escada perigosa
O acesso entre os blocos é feito por uma escada externa que fica totalmente exposta ao tempo. Em períodos de chuva intensa, a área acumula água e se transforma em um ponto de alto risco para os estudantes.
- Piso liso: A área apresenta poças que tornam o trajeto perigoso para as crianças.
- Quedas reais: Já houve registros de alunos que se machucaram ao escorregar no trecho.
- Sem drenagem: A ausência de um sistema eficiente de escoamento e de cobertura expõe os alunos a possíveis acidentes.
“Forma um lago na escada. As crianças escorregam. É uma situação recorrente e perigosa”, afirma o denunciante.
Acesso à merenda
A falha na estrutura física reflete diretamente na nutrição dos alunos. Como a cantina da escola está localizada no bloco superior, os estudantes do bloco inferior precisam subir a escada e atravessar a área descoberta para conseguir merendar.
Em dias de chuva forte, muitos acabam deixando de se alimentar adequadamente para evitar o trajeto sob temporal ou o medo de sofrer acidentes.
“Tem aluno que prefere não subir por causa da chuva ou do risco de cair”, relata o docente.
Denúncia na Aleam
Diante da situação, o caso foi levado à Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Um requerimento oficial, encaminhado ao gabinete do deputado estadual Cabo Maciel, foi protocolado no dia 17 de fevereiro solicitando a cobertura e melhorias estruturais urgentes.
- Pedido feito: O documento exige a instalação de cobertura para garantir a circulação segura.
- Sem resposta: Apesar da formalização, a denúncia aponta que não houve avanço concreto na execução das obras até o momento.
Procurada, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM) ainda não se manifestou sobre previsão de obras ou intervenções na unidade. Enquanto isso, alunos e professores seguem convivendo com a insegurança, aguardando que medidas sejam adotadas antes que novos acidentes ocorram.
Fique por dentro
A “Escola Estadual Getúlio Vargas” fica na rua Marciano Armond, no bairro Cachoeirinha. Problemas de infraestrutura em escolas públicas de Manaus podem ser denunciados diretamente nas comissões de educação da Aleam ou nos canais de ouvidoria do estado. A manutenção preventiva é um direito garantido para assegurar um ambiente adequado ao aprendizado.
Press Comunicação Estratégica










