
A deputada estadual Alessandra Campelo (Podemos) trouxe novamente ao debate público a gravidade da violência vicária. A manifestação da parlamentar ocorre após a repercussão de um caso brutal registrado na última quinta-feira (12/2), em Itumbiara, Goiás. Para a deputada, o episódio expõe uma face cruel e muitas vezes silenciosa da violência de gênero que exige atenção imediata da sociedade e das autoridades.
A violência vicária se caracteriza quando o agressor utiliza os filhos ou pessoas próximas como ferramentas de vingança. O objetivo é causar o maior dano emocional possível à mulher, geralmente em contextos de separação ou rompimento de relações.
Definição da violência vicária
Este tipo de agressão é considerado uma das formas mais perversas de controle. Segundo a deputada, o agressor busca atingir a mãe ferindo o que ela tem de mais precioso.
- Instrumentalização: As crianças são usadas como objetos de manobra.
- Vingança emocional: O foco é a destruição psicológica da mulher.
- Contexto de controle: Manifesta-se por meio de ameaças aos filhos e alienação parental abusiva.
“Quando um agressor usa os filhos para ferir a mãe, ele ultrapassa todos os limites. É uma violência que atinge a mulher e também destrói emocionalmente crianças e famílias inteiras”, afirmou Alessandra Campelo.
Legislação pioneira no Amazonas
Referência na defesa dos direitos femininos, Alessandra Campelo é a autora da Lei Ordinária nº 7.119/2024. A norma institui diretrizes fundamentais para a conscientização e o combate à violência vicária em todo o estado do Amazonas.
A legislação surgiu para dar nome e visibilidade a esse comportamento. Muitas vezes, a manipulação psicológica e as ameaças envolvendo os filhos eram tratadas de forma isolada. A lei foca em prevenção, orientação e no fortalecimento da rede de proteção estadual.
Identificação e denúncia
A parlamentar reforça que o enfrentamento exige políticas públicas preventivas e a responsabilização rigorosa de quem comete o crime. Ela destaca que a violência vicária não escolhe classe social ou profissão, pois nasce do desejo de controle.
Caso uma mulher sofra ameaças envolvendo seus filhos ou perceba sinais de manipulação abusiva, deve procurar ajuda imediatamente pelos canais oficiais.
Canais de apoio
Existem ferramentas específicas para acolhimento e registro de ocorrências que podem salvar vidas.
- Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180.
- Emergências policiais: Ligue 190.
- Procuradoria Especial da Mulher da Aleam: WhatsApp (92) 99400-0093.
“Filhos não são instrumentos de vingança. Precisamos romper o silêncio, proteger nossas mulheres e nossas crianças e tratar a violência vicária com a gravidade que ela exige”, concluiu a deputada.
ASCOM: Emanuel Mendes Siqueira










