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Artista visual Regi Aquino revela a Amazônia em telas que valorizam natureza, tradições e cultura regional

Artista visual Regi Aquino – Foto: Divulgação/ ASCOM

As cores vibrantes da floresta, a diversidade da fauna e da flora e os elementos que representam a identidade cultural amazônica ganham novas interpretações nas telas da artista visual Regi Aquino. Com pinturas em tinta acrílica que exploram paisagens, espécies nativas e símbolos regionais, a executiva apresenta uma coleção que reúne referências da natureza e das tradições da região.

As obras integram a exposição imersiva “Conectando Possibilidades”, que será apresentada nos dias 10 e 11 de novembro, às 17h, durante o 23º Congresso Amazonense de Recursos Humanos (CONAMARH 2026), promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Amazonas (ABRH-AM), no Teatro Direcional, no Manauara Shopping, em Manaus.

A coleção reúne trabalhos que exploram diferentes aspectos da biodiversidade e da cultura amazônica. Entre os elementos destacados nas telas estão:

    • Boto-cor-de-rosa e muiraquitã
    • Helicônias e vitória-régia
    • Seringueira e castanha-do-pará
    • Cestaria regional

As pinturas evidenciam a diversidade de formas, cores e significados presentes no cotidiano e na história da região, traduzidos pela artista em composições que combinam referências naturais e culturais.

Trajetória da artista

Atualmente gerente comercial de uma grande empresa de alimentação industrial, Regi construiu uma trajetória de 20 anos na área comercial, conciliando diferentes atividades profissionais. O interesse pela arte começou ainda na infância, quando desenhava e realizava trabalhos escolares para os irmãos. Foi durante a pandemia que decidiu experimentar a pintura, inicialmente como passatempo.

“Ser executiva sempre foi um sonho profissional, enquanto ser artista fazia parte dos meus sonhos pessoais. Gosto muito do que faço e, nas horas vagas, pinto com minhas filhas. Ficamos horas nos divertindo com tinta. Ao acumular muitas telas, resolvi transformar esse lazer em uma segunda atividade profissional”, conta a artista visual Regi Aquino.

Regi Aquino desenvolveu suas habilidades de maneira autodidata, utilizando vídeos e referências visuais para aperfeiçoar as técnicas. Atualmente, trabalha principalmente com tinta acrílica sobre tela.

Origem da exposição

A oportunidade de apresentar suas obras ao público surgiu a partir de uma proposta de produzir pequenos quadros com temática regional para presentear os palestrantes do CONAMARH 2026. A ideia foi apresentada ao presidente da ABRH-AM, Francisco de Assis Mendes, e ganhou novas proporções.

Inicialmente, foram produzidas 20 miniobras e uma tela de 1,80 metro por 1,20 metro. Com a inclusão de trabalhos anteriores, o projeto se transformou em uma exposição acompanhada de experiência imersiva.

A pintura também ganhou importância pessoal durante um período de afastamento temporário do trabalho por questões de saúde. Por recomendação médica, Regi passou a dedicar mais tempo à atividade, que considera terapêutica e uma forma de estimular a criatividade.

“Eu precisava criar um objetivo, estabelecer uma meta com determinado número de telas e uma temática. Foi assim que surgiu a ideia de produzir os quadros para os palestrantes. Muitas paixões estavam envolvidas, como a Amazônia, a pintura e a ABRH-AM”, explica a artista.

Elementos da floresta

Além de valorizar espécies e símbolos conhecidos da região, a coleção apresenta elementos menos frequentes nas representações artísticas da Amazônia. Uma das obras retrata um besouro coprófago, inseto que desempenha papel importante no equilíbrio ambiental, contribuindo para a decomposição da matéria orgânica e a fertilidade dos solos. A coleção também inclui um retrato de Isabelle Nogueira, uma das palestrantes do congresso.

“Sou apaixonada por esta terra e procurei criar cenas da natureza, do cotidiano do povo local, das cores e dos contrastes daqui. Foi surpreendente pintar insetos, peixes, frutas, flores regionais, paisagens e elementos relacionados à nossa cultura e história”, destaca Regi.

Gestão e projetos futuros

Para estruturar a exposição, Regi utilizou sua experiência em gestão de projetos e contou com a colaboração do diretor de arte e designer Alessandro Deidre na criação da identidade visual, catálogo, embalagens e certificados de autenticidade das obras.

A artista pretende dar continuidade à produção de coleções temáticas para congressos e eventos, além de desenvolver novos projetos imersivos. Entre seus sonhos está realizar uma exposição internacional, especialmente em Paris.

“A vida é muito curta para viver pouca coisa e passar sem ser feliz. É preciso experimentar o que se gosta e dar a si mesmo a oportunidade de se recriar e reaprender. Dá para fazer, basta se organizar, ter coragem e começar”, conclui Regi Aquino.

LD Comunicações

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