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Prática esportiva trazida por migrantes venezuelanas vira espaço de acolhimento e integração em Manaus

Fotos: Divulgação/ ASCOM

Em Manaus, jovens venezuelanas encontraram no chamado kickingball uma forma de manter próxima uma prática esportiva ligada à cultura do seu país de origem, enquanto constroem novas relações na cidade onde vivem. Reunidas na equipe Medusa Kickingball Club, elas se encontram duas vezes por semana para treinar no campo de futebol do Penarol, no bairro Raiz, na Zona Sul da capital, além de buscarem ampliar a divulgação da modalidade para atrair mais mulheres.

Como funciona o jogo

O kickingball é um esporte coletivo feminino dinâmico, que combina elementos semelhantes aos do beisebol e da queimada, porém jogado com os pés e utilizando uma bola maior. Para entender as regras e a dinâmica da modalidade, destacam-se os seguintes pontos:

  • O objetivo principal exige que a bola role para que a jogadora chute e corra pelas; quatro bases até completar o circuito e marcar um ponto, chamado de “corrida”.
  • Na parte defensiva, a equipe conta com 10 jogadoras dispostas estrategicamente pelo campo para recuperar a bola e conter o avanço das corredoras.

Sensação de casa

Para Isbelis Bentacaurt, a relação com o kickingball começou ainda na infância. Após conhecer a equipe Medusa em Manaus, ela encontrou a oportunidade de retornar à modalidade e passou a integrar o grupo. A atleta ressalta que o esporte vai muito além do ato de chutar e correr, tendo como essência o companheirismo e o trabalho em equipe.

“Eu jogava quando era criança e, aqui em Manaus, encontrei a equipe Medusa. Há muito tempo eu queria voltar para esse esporte e, hoje, poder praticar novamente com elas me deixa muito feliz. É uma sensação de estar em casa”, comentou a jogadora Isbelis Bentacaurt.

Apoio e divulgação

Além de manter a rotina de treinos, a equipe trabalha para fazer com que mais pessoas conheçam o kickingball na capital amazonense. A integrante Karolina Jimenez procurou o Instituto Hermanitos, organização que atua diretamente junto à comunidade de pessoas refugiadas e migrantes, para solicitar apoio na divulgação do projeto e fortalecer a estrutura do time.

“Eu entrei em contato com o Hermanitos para que mais gente pudesse conhecer o nosso esporte. É um esporte feito para mulheres e eu convido vocês a conhecerem o nosso time”, convidou a atleta Karolina Jimenez.

Inclusão e acolhimento

O Instituto Hermanitos vem incentivando a iniciativa por entender o esporte como uma ferramenta indispensável para a inclusão social, o lazer e a convivência, especialmente para pessoas que enfrentam o processo de adaptação após deixarem o país de origem. A prática constante favorece a criação de vínculos, constrói espaços de acolhimento na nova cidade e atua no combate à xenofobia.

O coordenador de Programas e Projetos e cofundador do Instituto Hermanitos, Anderson Mattos, destacou a importância de apoiar a modalidade na capital:

“O esporte é uma importante ferramenta de integração, porque cria espaços de convivência, fortalece vínculos e permite que mulheres migrantes mantenham vivas práticas que fazem parte da sua cultura. Apoiar iniciativas como a do Medusa também é uma forma de ampliar esses espaços de encontro e acolhimento em Manaus”, destacou o coordenador Anderson Mattos.

Como participar do time

As mulheres interessadas em conhecer o esporte ou ingressar na equipe podem entrar em contato direto com as atletas por meio do perfil oficial no Instagram @medusakixkingball09.

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