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Vasco elimina o Vitória, chega à terceira semifinal seguida e agora encara o Palmeiras

O Vasco voltou a mostrar por que a Copa do Brasil tem sido uma competição importante para o clube nos últimos anos. Na noite desta quarta-feira, 2 de setembro, o Cruz-Maltino venceu o Vitória por 2 a 0, no Barradão, confirmou a classificação para a semifinal e manteve uma marca que já chama atenção. É a terceira edição consecutiva em que o clube chega entre os quatro melhores do torneio.

A classificação foi construída com autoridade. Depois de vencer o primeiro jogo por 1 a 0, em São Januário, o Vasco voltou a superar o adversário fora de casa e fechou o confronto com 3 a 0 no placar agregado. Andrés Gómez abriu o caminho para a vitória no segundo tempo, enquanto Puma Rodríguez marcou nos acréscimos.

O próximo desafio será bem mais pesado. O adversário será o Palmeiras, que eliminou o Santos após empate por 0 a 0 na Vila Belmiro e avançou graças à vitória por 3 a 0 no primeiro confronto.

Classificação com autoridade

O resultado no Barradão merece ser analisado para além dos dois gols.

O Vasco não fez uma partida perfeita. Em determinados momentos, permitiu que o Vitória tivesse mais posse de bola e encontrou dificuldades para transformar seus contra-ataques em gols. No entanto, foi justamente a capacidade de suportar a pressão e aproveitar os espaços que decidiu a eliminatória.

Esse talvez seja o principal mérito da equipe de Pedro Emanuel neste confronto.

O time não precisou controlar a partida durante os 90 minutos para ser superior no resultado. Soube sofrer quando necessário, criou as oportunidades mais perigosas em boa parte do primeiro tempo e, quando encontrou espaço na etapa final, foi eficiente.

A classificação também mostra uma característica que costuma pesar em torneios eliminatórios. O Vasco conseguiu construir uma vantagem pequena no primeiro jogo e, em vez de simplesmente tentar sobreviver no Barradão, voltou a vencer.

Isso muda a leitura sobre o confronto.

Não foi uma classificação obtida apenas pela administração de vantagem. Foram duas vitórias.

Gómez virou peça decisiva

Se existe um nome que merece destaque especial, é o de Andrés Gómez.

O colombiano já havia marcado o gol da vitória por 1 a 0 em São Januário. No Barradão, repetiu a dose com outra jogada individual e um chute de fora da área aos 35 minutos do segundo tempo.

A semelhança entre os dois gols reforça uma questão importante. O Vasco encontrou em Gómez um jogador capaz de decidir partidas que permanecem equilibradas por muito tempo.

Contra o Vitória, isso fez diferença.

A equipe criou oportunidades durante a partida, mas demorou para transformar superioridade em vantagem no placar. Quando a oportunidade apareceu, Gómez resolveu.

Puma Rodríguez ainda ampliou nos acréscimos, após tabela com Colidio, colocando números finais em uma classificação que já estava praticamente encaminhada.

Vitória teve posse

A eliminação do Vitória também merece uma análise sem exageros.

O time baiano teve momentos de controle territorial e buscou utilizar cruzamentos e bolas paradas para pressionar a defesa vascaína. O problema esteve na conclusão das jogadas.

No primeiro tempo, por exemplo, o Vitória teve presença ofensiva, mas as melhores oportunidades de gol acabaram aparecendo pelo lado vascaíno. Spinelli acertou a trave após cruzamento de Lucas Piton, enquanto outras cabeçadas levaram perigo ao gol de Lucas Arcanjo.

Na segunda etapa, o Vitória chegou a balançar as redes com Luan Cândido. O lance, porém, foi anulado por impedimento após a atuação do sistema de impedimento semiautomático, tecnologia que passou a ser utilizada nas quartas de final da Copa do Brasil.

Portanto, não houve gol sofrido pelo Vasco nesse lance. Houve uma tentativa anulada corretamente pela arbitragem tecnológica.

Há pontos para corrigir

A classificação não deve esconder os problemas.

O Vasco desperdiçou oportunidades que poderiam ter tornado o jogo menos tenso. No segundo tempo, antes de Andrés Gómez marcar, a equipe teve pelo menos duas situações claras em contra-ataques.

Em uma delas, David encontrou Colidio em condição favorável, mas o atacante finalizou em cima do goleiro Lucas Arcanjo. Pouco depois, veio o gol de Gómez.

Contra um adversário de maior capacidade técnica, como o Palmeiras, oportunidades desse nível provavelmente serão ainda mais difíceis de aparecer. E desperdiçá-las pode custar caro.

Outro ponto é a dependência dos contra-ataques. Essa estratégia funcionou muito bem contra o Vitória, mas a semifinal exigirá mais alternativas. O Palmeiras tem capacidade para controlar posse, ocupar o campo ofensivo e pressionar durante longos períodos.

Se o Vasco ficar excessivamente recuado, poderá transformar uma virtude em problema.

Palmeiras será desafio maior

A classificação do Palmeiras também merece atenção.

O time paulista havia construído uma vantagem de 3 a 0 no primeiro jogo contra o Santos e conseguiu administrá-la na Vila Belmiro. O empate sem gols confirmou a vaga na semifinal.

O confronto com o Vasco, portanto, coloca frente a frente duas equipes que chegaram à semifinal por caminhos diferentes.

O Vasco precisou vencer os dois jogos contra o Vitória.

O Palmeiras abriu vantagem larga em casa e controlou o segundo duelo.

Na prática, será um teste para saber até onde pode chegar o atual momento vascaíno na competição.

O Palmeiras tem um elenco acostumado a decisões e um modelo de jogo consolidado sob o comando de Abel Ferreira. O Vasco, por outro lado, chega embalado por uma sequência de resultados que fortalece a confiança, mas ainda precisa provar que consegue repetir esse nível diante de um adversário mais estruturado.

Copa do Brasil abre caminho

Chegar à semifinal pela terceira vez seguida não é um detalhe.

A CBF registra que o Vasco já havia alcançado essa fase nas duas edições anteriores, e a nova classificação confirma a capacidade do clube de competir em mata-matas nacionais.

Existe, porém, uma diferença entre chegar à semifinal e conquistar o título.

O Vasco ainda precisa passar pelo Palmeiras e depois superar outro adversário na decisão. Além disso, a equipe não pode deixar a campanha na Copa do Brasil mascarar suas dificuldades no Campeonato Brasileiro.

Esse equilíbrio será fundamental.

Brasileiro exige atenção

Antes de pensar no Palmeiras, o Vasco precisa voltar sua atenção para o Campeonato Brasileiro.

O próximo compromisso será justamente um clássico. Fluminense e Vasco se enfrentam no sábado, 5 de setembro, às 21h, no Maracanã, pela 26ª rodada.

A partida ganha peso porque a situação vascaína no campeonato é muito diferente daquela vivida na Copa do Brasil.

Enquanto o Cruz-Maltino está entre os quatro melhores da competição eliminatória, a equipe ocupa uma posição delicada no Brasileiro. Essa contradição resume bem o momento do clube.

Na Copa do Brasil, o Vasco encontrou respostas.

No Brasileiro, ainda procura estabilidade.

O desafio começa agora

A vitória sobre o Vitória foi importante, convincente e merecida. Mas seria precipitado transformar a classificação em prova de que o Vasco está pronto para disputar qualquer título.

O time mostrou organização, capacidade de reação e poder de decisão. Andrés Gómez assumiu protagonismo, a defesa suportou os momentos de pressão e a equipe foi eficiente quando teve espaço.

Agora vem o Palmeiras.

E aí a margem para erros será menor.

O Vasco chega à semifinal com motivos para acreditar, mas também com razões suficientes para manter os pés no chão. A Copa do Brasil já mostrou que o clube sabe chegar longe. O próximo passo será provar que consegue transformar presença constante nas semifinais em algo maior.

Porque chegar entre os quatro deixou de ser novidade.

O desafio agora é chegar à final.

Fonte: https://odia.ig.com.br/esporte/vasco/2026/09/7298090-vasco-bate-o-vitoria-mais-uma-vez-e-vai-a-semifinal-da-copa-do-brasil.html

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