
As comemorações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos da América (EUA) uniram o tradicional orgulho patriótico a um forte posicionamento político em Washington. No National Mall, o presidente Donald Trump falou por 40 minutos após um longo atraso provocado por tempestades que assustaram o público e esvaziaram a área temporariamente. O pronunciamento celebrou a história do país, mas também serviu para o republicano atacar adversários e exaltar o nacionalismo em um momento de grande atenção pública.
Discurso inflamado
A solenidade na capital federal enfrentou dificuldades antes de começar. Durante o dia, o calor passou dos 40 graus Celsius e, à noite, fortes chuvas obrigaram os organizadores a retirar o público do local. Depois que o tempo melhorou e as pessoas voltaram para a área protegida pelo Serviço Secreto, Trump subiu ao palco por volta das 23h no horário local.
“O sonho americano está de volta”, disse Trump para a multidão que o aclamava.
Ele elogiou o público e demonstrou forte nacionalismo.
“Durante 250 anos, os Estados Unidos da América têm sido a esperança, a promessa, a luz e a glória entre todas as nações do mundo”, acrescentou o presidente.
Por outro lado, o tom mudou quando o governante criticou a oposição, chamando os adversários de bando de comunistas. Ele lembrou o discurso feito na véspera, no Monte Rushmore, onde classificou essa ideologia como uma ameaça mortal para a liberdade. Diante dos apoiadores, o líder reforçou o posicionamento.
“Os nossos guerreiros não combateram o comunismo nos campos de batalha de todo o mundo apenas para ver essa ameaça reaparecer aqui mesmo, na América”, afirmou Trump.
O presidente usou uma metáfora forte sobre o tema.
“É como um câncer. Tem de ser erradicado”, declarou o governante.
Ações externas
O chefe de Estado também destacou o poder militar de Washington e relembrou as recentes intervenções no exterior. Ele mencionou o caso da Venezuela, país onde os norte-americanos capturaram o ex-presidente Nicolás Maduro em janeiro, e citou o confronto com o Irã, garantindo que os EUA aniquilaram as forças armadas de Teerã.
Assim que o discurso terminou, um show de fogos de artifício com duração de quarenta minutos cobriu os monumentos da capital.
A exibição custou cerca de 850 mil dólares, e o presidente comemorou em sua rede social, o Truth Social.
“Os melhores fogos de artifício de sempre”, escreveu Trump na internet.
Repercussão nacional
Em outras regiões do país, a data foi celebrada com shows e eventos, mas também com alguns incidentes operacionais isolados.
Os principais acontecimentos da noite estão listados abaixo:
- Nova York teve o prédio Empire State Building iluminado com as cores da bandeira pelo prefeito Zohran Mamdani, mas um show de fogos na Ponte de Brooklyn sofreu uma falha que provocou um princípio de incêndio, apagado rapidamente pelos bombeiros sem deixar feridos.
- Chicago registrou um susto quando um avião da Delta Airlines vindo de Atlanta foi atingido por um rojão enquanto se preparava para o pouso. “Acabamos de ouvir o estrondo no avião”, afirmou o piloto para a torre de controle, em meio a outros relatos parecidos pelo país.
- Líderes mundiais como o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o rei Charles III enviaram mensagens de felicidade aos americanos.
O monarca britânico mandou um texto direto para Trump, definindo a cooperação histórica como uma das alianças mais próximas e produtivas do mundo. O rei destacou que os laços em áreas como defesa, comércio, ciência e cultura permanecem únicos e abrangentes.











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