Economia Projeto reúne pesquisadores e empresas para destravar o potencial econômico da floresta

Projeto reúne pesquisadores e empresas para destravar o potencial econômico da floresta

Presidente da FIEAM, Antonio Silva, e o diretor-geral do CBA, Marcio de Miranda, assinam acordo na CNI – Foto: Divulgação

A bioeconomia na região Norte acaba de ganhar um impulso histórico para acelerar a transformação tecnológica baseada nos recursos naturais da floresta. O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) formalizou nesta segunda-feira, dia 22 de junho, um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que institui oficialmente o programa “Inova Bioindústria Amazônica”. A iniciativa estratégica reúne órgãos federais e entidades industriais com o objetivo de fortalecer a bioindústria e impulsionar a inovação aplicada nas cadeias produtivas da Amazônia Legal.

A assinatura do documento ocorreu durante a reunião de diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada em Brasília.

União de forças estratégicas

O programa funciona por meio de uma articulação direta entre empresas, cooperativas, associações, startups, instituições de pesquisa e cientistas. Essa cooperação foi desenhada para conectar as demandas do setor produtivo com o conhecimento científico regional.

Essa forte aliança estratégica conta com a cooperação de quatro grandes pilares:

  • Instituto Euvaldo Lodi (IEL)
  • Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)
  • Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA)
  • Ação Pró-Amazônia

Motor de inovação sustentável

O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou que a iniciativa prioriza o desenvolvimento sustentável de toda a região norte.

“Esse programa integra talentos, conhecimento e empresas para posicionar a bioindústria amazônica como um motor estratégico de inovação, competitividade e desenvolvimento sustentável”, disse Alban.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) e conselheiro da Ação Pró-Amazônia, Antonio Silva, o programa visa transformar a biodiversidade local em produtos, processos e em tecnologias de classe mundial. A intenção é consolidar uma nova etapa na economia regional, na qual indústria, ciência e floresta atuem de forma totalmente integrada.

O escopo do projeto está alinhado ao Plano Nacional de Bioeconomia e à Missão 5 da Nova Indústria Brasil (NIB), que foca na descarbonização e na transição ecológica do setor industrial.

Nova política industrial

A secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cortez da Cunha Cruz, explicou que a parceria formalizada é a concretização prática da visão moderna de desenvolvimento econômico nacional.

“A política industrial de hoje não é igual à que se fazia nos anos 70 e mesmo no início dos anos 2000. Hoje, a política industrial precisa ser feita de forma conectada com os instrumentos tradicionais, mas também com uma visão de indústria inovadora e sustentável. Precisamos enxergar a sustentabilidade ambiental e social como um vetor de competitividade, uma alavanca para que nossas indústrias alcancem melhor posição no âmbito da competição nacional e global”, disse Julia Cortez.

Metas ambiciosas

De acordo com a superintendente nacional do IEL, Sarah Saldanha, a cooperação vai ampliar a capacidade do mercado de gerar soluções inovadoras com real impacto econômico e social nas comunidades locais.

Para os próximos cinco anos, o planejamento estratégico do programa estabeleceu metas claras para o desenvolvimento regional

  • Execução de 400 projetos de inovação aplicada à bioeconomia.
  • Inserção de 450 pesquisadores e cientistas no mercado industrial local.
  • Atendimento direto a pelo menos 250 organizações e empresas da Amazônia Legal.

A presidente da Ação Pró-Amazônia e da Federação das Indústrias do Estado de Roraima (FIER), Izabel Itikawa, concluiu destacando o orgulho regional e o potencial da biodiversidade como o principal propulsor do crescimento.

“Nós, enquanto amazônidas, temos como vocação preservar e construir uma Amazônia forte, soberana e capaz de ser competitiva com outras regiões”, disse Izabel.

ASCOM

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