Manacapuru Jovens de Manacapuru descobrem como acessar a Justiça e aprendem sobre inclusão

Jovens de Manacapuru descobrem como acessar a Justiça e aprendem sobre inclusão

Foto: Divulgação/ DPE-AM

A formação cidadã de jovens estudantes ganhou um reforço importante na rede pública de ensino do interior do Amazonas. A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), por meio da Escola Superior da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (Esudpam), realizou até esta quinta-feira, 18 de junho, uma série de atividades pedagógicas em Manacapuru.

A iniciativa unificou as ações dos projetos “Defensoria nas Escolas: Construindo Cidadania” e “Caminhos da Inclusão”, alcançando cerca de 700 alunos com debates voltados aos direitos humanos e à acessibilidade.

Os atendimentos integrados mobilizaram mais de 13 turmas nos turnos da manhã e da tarde. A programação envolveu diretamente estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio de três instituições de ensino locais.

  • Escola Estadual Nossa Senhora de Nazaré.
  • Escola Estadual José Seffair.
  • Escola Municipal Manoel Afonso de Brito.

O aprendizado

A ida dos defensores e técnicos até as salas de aula cumpre o papel de descentralizar o acesso à Justiça e apresentar as ferramentas de proteção social para quem está começando a exercer a cidadania. Para o corpo docente e coordenação dos projetos, o contato direto com a juventude no interior do estado gera transformações profundas na comunidade.

“A realização do projeto no interior do Estado tem um impacto diferenciado tanto para os alunos quanto para a equipe da Esudpam. É realizador falar sobre direitos fundamentais e o trabalho da Defensoria Pública para pessoas que, muitas vezes, não nos conhecem”, destacou a diretora da Esudpam, Karoline Santos.

Entre os jovens beneficiados pelas palestras e dinâmicas, o sentimento foi de descoberta sobre os canais públicos gratuitos disponíveis para o amparo da população vulnerável.

“Entendi que a Defensoria traz esse acolhimento e apoio para pessoas com deficiência, como os casos que foram explicados aqui, e que o serviço é feito de maneira gratuita para as pessoas que precisam”, explicou a estudante Maria da Glória, aluna do 3º ano da Escola Estadual Nossa Senhora de Nazaré.

A acessibilidade

O debate sobre a inclusão de Pessoas com Deficiência (PcD) recebeu atenção especial durante as dinâmicas em Manacapuru. O engajamento dos alunos nas salas de aula surpreendeu os organizadores pela maturidade com que a pauta sobre acessibilidade e respeito às diferenças foi conduzida ao longo dos dias de evento.

“Esta edição de Manacapuru está sendo uma das melhores que tivemos. Isso se dá pela participação e interação dos alunos, que estão comprometidos em fazer a diferença nessa geração. Ou seja, o sucesso desta edição é pelo envolvimento da sociedade em tratar desta pauta atual tão importante”, afirmou o servidor Fábio Ricarte, que integra a Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão e coordena o projeto “Caminhos da Inclusão”.

Os projetos

Criado em 2025, o “Defensoria nas Escolas: Construindo Cidadania” atua diretamente no ambiente escolar da rede pública para democratizar o conhecimento jurídico em linguagem simples. O cronograma de palestras aborda noções básicas sobre a Constituição Federal, direitos fundamentais, o funcionamento do sistema de justiça brasileiro e a missão institucional do defensor público.

Na mesma linha, o “Caminhos da Inclusão”, também instituído em 2025, foca especificamente na quebra de barreiras sociais e no combate ao preconceito. A proposta busca conscientizar os jovens sobre as leis de acessibilidade, promovendo a garantia da dignidade humana e estimulando o respeito à diversidade dentro e fora do ambiente escolar.

Fonte: ASCOM | Camila Andrade/DPE-AM

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