
A Prefeitura de Manaus deu início nesta segunda-feira (8/6) às atividades da “Semana Municipal da Liberdade Religiosa” nas unidades de ensino da capital. A programação educativa segue até a próxima sexta-feira (12/6) com o objetivo de valorizar a diversidade de crenças, combater o preconceito e promover uma cultura de paz dentro das salas de aula.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) através do Núcleo de Trabalho de Equidade e Diversidade da Divisão de Ensino Fundamental (DEF).
A mobilização atende às diretrizes da Lei Municipal número 1.770 de 2013, que instituiu o Dia Municipal da Liberdade Religiosa, além de seguir as orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
O grande desafio da proposta é fazer com que o respeito trabalhado durante esses cinco dias se converta em ações permanentes de combate ao bullying religioso no cotidiano escolar.
Abordagem pedagógica
As ações pedagógicas alcançam estudantes do 1º ao 9º ano do ensino fundamental, adaptando os conteúdos para cada faixa etária de forma estratégica.
- Anos iniciais priorizam atividades lúdicas focadas na convivência harmoniosa entre as crianças e no respeito às diferenças individuais.
- Anos finais incentivam a autonomia dos estudantes através de pesquisas aprofundadas, análises críticas e debates sobre direitos humanos.
- Metodologias aplicadas englobam a produção de podcasts, peças teatrais, rodas de conversa, exposições temáticas e campanhas institucionais.
A assessora pedagógica Vilani Fernandes ressaltou que a mobilização foca no protagonismo estudantil dentro do cenário multicultural da região.
“Essa programação representa um compromisso coletivo que envolve estudantes do 1º ao 9º ano, professores e toda a comunidade escolar na construção de uma sociedade mais ética, democrática e inclusiva”, afirmou a professora Vilani Fernandes.

Primeiras atividades
A abertura do cronograma de eventos ocorreu na escola municipal Professora Antônia Pereira da Silva, localizada no bairro Santa Etelvina, na zona Norte da cidade. Os estudantes do 6º ao 9º ano participaram de palestras, oficinas de confecção de mandalas e feiras culturais.
O colégio organizou painéis informativos detalhando as origens históricas, os ritos e as curiosidades de diversas doutrinas espirituais e filosofias de vida de matrizes ocidentais e orientais.
A comunidade escolar pôde conferir trabalhos sobre o catolicismo, o budismo, o xintoísmo, o taoísmo, o candomblé, a wicca e o eckankar, além de vertentes protestantes como batistas, adventistas, mórmons e Assembleias de Deus.

Envolvimento comunitário
A preparação da feira pedagógica demandou cerca de um mês de estudos teóricos e organização prática por parte dos docentes. O coordenador do projeto na unidade, professor Thiago Pereira, informou que o envolvimento dos jovens superou as expectativas iniciais da gestão.
- Confecção de maquetes mobilizou aproximadamente 100 colaboradores entre alunos, pais e funcionários da instituição de ensino.
- Apresentações diretas contaram com a participação de 30 estudantes na exposição dos temas para os visitantes da feira.
- Troca de experiências permitiu que os alunos compartilhassem as próprias vivências de fé e conhecessem sistemas de pensamento como o confucionismo.
“Muitos alunos compartilharam aspectos de suas próprias crenças e puderam conhecer outras formas de vivenciar o sagrado em diferentes partes do mundo”, destacou o professor Thiago Pereira.
A consolidação de uma sociedade tolerante depende diretamente de projetos que desmistifiquem as religiões menos difundidas na sociedade. O sucesso da semana educativa dependerá do monitoramento contínuo da Semed para garantir que as discussões sobre direitos humanos permaneçam ativas nos currículos escolares ao longo de todo o ano letivo.
Fonte: ASCOM | Emerson Santos/ Semed










