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Centro de Manaus volta ao radar de investidores após recuperação de imóveis históricos

Foto: João Viana/ Semcom

A recuperação da área mais antiga de Manaus avançou com a união entre o poder público e o setor comercial. Nesta sexta-feira, 29 de maio, equipes do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult) e do Sistema Fecomércio Amazonas fizeram uma vistoria técnica no Café Bistrô Senac e no Casarão de Ideias.

Os locais servem como exemplo de como a iniciativa privada pode resgatar prédios antigos e movimentar o comércio do Centro. O movimento integra as metas do programa “Nosso Centro”, política pública da prefeitura implantada desde 2021.

Embora os novos empreendimentos privados mostrem que o perímetro histórico voltou a atrair investimentos, o grande desafio permanece em expandir esse modelo para além dos cartões-postais tradicionais, garantindo segurança jurídica e infraestrutura para que mais casarões abandonados encontrem utilidade comercial.

Parceria necessária

A consolidação de projetos como o ‘Café Bistrô Senac’, que completou 30 dias de funcionamento em um prédio histórico restaurado, serve de termômetro para o mercado imobiliário local.

O presidente da Fecomércio Amazonas, Aderson Frota, defende que o investimento agrega valor ao corredor turístico que envolve o largo São Sebastião e o Teatro Amazonas, unindo a preservação patrimonial à qualificação profissional.

“Manaus possui características turísticas muito fortes e precisamos estimular isso cada vez mais. Este investimento agrega valor a uma região que já concentra importantes equipamentos culturais e turísticos”, afirmou Aderson Frota, ressaltando o papel da iniciativa privada no desenvolvimento da capital.

A visão é compartilhada por gestores municipais que enxergam no comércio a única saída sustentável para evitar a degradação dos imóveis que ficaram fechados por décadas.

Impacto real

A recuperação física de prédios antigos altera a dinâmica social das ruas do Centro, gerando reflexos que superam a estética da arquitetura.

  • Segurança e iluminação: A abertura de novos negócios movimenta calçadas antes desertas, inibindo a criminalidade e atraindo circulação de público no período noturno.
  • Estímulo imobiliário: O sucesso comercial de instituições pioneiras serve de espelho para que outros proprietários de imóveis antigos busquem a restauração.
  • Geração de emprego: A economia criativa e a gastronomia transformam espaços históricos em polos de contratação de mão de obra local.

Desafios futuros

O otimismo do mercado se apoia em entregas recentes do Tesouro municipal na região central, como o ‘Mirante Lúcia Almeida, o ‘Píer Manaus 355’ e o ‘Largo de São Vicente’, além de complexos em outras zonas como a ‘Casa de Praia Zezinho Corrêa’ e o ‘Parque Gigantes da Floresta’.

No entanto, para que o sentimento de pertencimento defendido pelo município seja pleno, a cidade precisa avançar na habitação social no Centro, permitindo que a população de baixa renda também resida na área e não apenas consuma nela.

O resgate do Centro Histórico de Manaus mostra avanços claros no alinhamento entre preservação e turismo.

O sucesso de longo prazo do programa dependerá da continuidade dessas políticas de incentivo fiscal e do fortalecimento das redes de transporte e segurança, transformando o Centro em um ambiente vivo durante as 24 horas do dia.

Fonte: ASCOM | Claudia do Valle/ Implurb

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