
A nova pesquisa da empresa Comunidados mexeu no tabuleiro eleitoral em Manaus e mostrou que o senador Omar Aziz (PSD) finalmente conseguiu romper a resistência que enfrentava na capital.
Omar aparece com 26% das intenções de voto entre os eleitores manauaras, assumindo a liderança no principal colégio eleitoral do Estado.
No entanto, o levantamento também consolidou a força da empresária Maria do Carmo (PL) em Manaus. Mesmo carregando o peso político da associação ao grupo de Flávio Bolsonaro, ela surge logo atrás, com 24%, mantendo-se firme na briga pela vaga no segundo turno e mostrando forte competitividade na capital.
Cidade cresce e entra de vez no jogo

Se Omar lidera e Maria do Carmo resiste, o nome que mais chama atenção nos bastidores é o de Roberto Cidade (União Brasil).
O ex-presidente da Assembleia Legislativa aparece com 17% em Manaus e 15% no cenário estadual, já encostando no ex-prefeito David Almeida (Avante), que registra 19% na capital e 17% no geral.
Agora no cargo de governador tampão, Cidade começa a sair da condição de figurante e entra definitivamente no jogo da disputa eleitoral do Estado.
Prefeitos do interior sem “logística”
Dos 62 prefeitos do interior convidados para o encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Manaus, amanhã, 56 confirmaram presença. Os únicos ausentes serão Dr. Lázaro (Republicanos), de Fonte Boa; Adaildo Melo (União Brasil), de Guajará; Ilque Cunha de Lima (MDB), de Juruá; e Emerson Mello (Podemos), de Beruri.
A justificativa conjunta virou quase manifesto amazônico da sobrevivência municipal: sem dinheiro, sem avião, sem lancha e, pelo visto, sem milagre logístico.
Tudo indica que o Amazonas segue provando que ainda há município onde chegar à capital continua sendo uma expedição. Será somente isso?
Irmãos Batista em tour amazônico

Nesta terça-feira, os irmãos Wesley Batista e Joesley Batista desembarcam em Manaus na comitiva presidencial de Lula mostrando que a Amazônia virou parada obrigatória no mapa dos grandes negócios nacionais.
Depois da carne, do gás, da energia e das delações, agora os Batista também navegam pelas águas amazônicas. Literalmente.
O grupo ampliou presença no Amazonas com energia, logística fluvial, balsas, barcaças e operações que atravessam rios e governos com impressionante capacidade de adaptação.
Energia elétrica na pauta
A presença dos irmãos Batista ao lado de Lula em Manaus reacende um detalhe que Brasília tenta tratar como coincidência administrativa: a entrada da Âmbar Energia no controle da Amazonas Energia aconteceu justamente no meio de medidas provisórias, decisões regulatórias e intensas articulações federais.
No Amazonas, há quem diga que falta energia em vários municípios. Influência política, definitivamente, não falta nenhuma aos Batista.
PL sem fundo eleitoral
O diretório municipal do Partido Liberal em Manaus descobriu da pior forma que transparência contábil não é detalhe burocrático. A Justiça Eleitoral suspendeu o acesso do partido ao Fundo Partidário e ao Fundo Eleitoral após considerar irregulares as contas de 2024.
O problema é que, segundo a decisão, faltaram extratos bancários, notas fiscais e documentos essenciais para explicar por onde andou o dinheiro. A Justiça concluiu que havia mais buracos na prestação de contas do que respostas dentro dela.
Cuidado, Renato Júnior

A Prefeitura de Manaus decidiu criar bônus para profissionais da saúde que baterem metas de atendimento e desempenho. A intenção oficial é melhorar indicadores. A dúvida da população é outra: atender bem agora virou serviço extra ou obrigação opcional?
Na prática, o prefeito Renato Júnior corre o risco de institucionalizar uma lógica curiosa: o cidadão paga imposto para ter atendimento digno, mas o servidor só recebe prêmio se fizer aquilo que já deveria acontecer naturalmente.
Saúde por produtividade
O novo modelo de premiação da Semsa pode acabar criando uma espécie de SUS por meta. O perigo é transformar paciente em estatística e consulta em corrida de produtividade.
Especialistas da própria gestão pública alertam que, quando o indicador vira obsessão, o sistema começa a fabricar números bonitos, mesmo que o atendimento real continue adoecido.
Omar manda recado

O senador Omar Aziz escolheu Parintins para cobrar a reforma do Bumbódromo e, de quebra, mandar um recado político em direção ao governador Roberto Cidade.
Curiosamente, Omar evita bater com força em David Almeida ou em Maria do Carmo. O alvo preferencial agora parece ser Cidade, talvez porque as pesquisas recentes começaram a mostrar que o governador tampão deixou de ser coadjuvante e entrou oficialmente no radar dos concorrentes.
Ataque com endereço conhecido
Aliados de Omar já admitem que Roberto Cidade virou preocupação real na disputa eleitoral de 2026. Dono da máquina estadual e crescendo nas pesquisas, Cidade passou a receber críticas proporcionais ao tamanho que começa a ganhar eleitoralmente.
Em política, isso funciona quase como regra matemática: quando o adversário começa a incomodar, deixa automaticamente de ser ignorado. Por isso, as baterias de mísseis de Omar miram Cidade.









