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Bombeiros do Amazonas desafiam altura extrema em treinamento impressionante na ponte Phelippe Daou

Foto: Mauro Neto/Secom

Neste sábado, 16 de maio, quem passou pelos arredores da ponte Phelippe Daou deparou-se com uma cena impressionante que misturava técnica, suspense e altura. O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) transformou os cerca de 70 metros de queda livre do vão central da estrutura em um laboratório real de sobrevivência.

A atividade prática serviu como avaliação decisiva para os participantes da terceira turma do Curso de Especialização de Salvamento em Altura (Cesalt), uma especialização que se mostra cada vez mais vital para a segurança da população em cenários extremos na Região Metropolitana de Manaus.

Mais do que um exercício de rotina, a ação expõe o nível de exigência física e mental ao qual esses profissionais são submetidos diariamente para garantir respostas rápidas quando a vida humana está por um fio.

Olhar de perto para essa preparação ajuda a entender a complexidade de ocorrências verticais complexas que a maioria das pessoas só acompanha pelas redes sociais ou telejornais.

Os cenários do perigo

O treinamento na estrutura da ponte colocou os bombeiros diante de simulações críticas baseadas em acidentes severos do mundo real. As equipes dividiram as ações em frentes de alta complexidade:

  • Retirada de vítima inconsciente simulando uma pessoa que sofreu um grave acidente automobilístico e despencou até o pé da pilastra do vão central da ponte.
  • Técnicas de progressão vertical envolvendo a descida e a subida de rapel com o uso exclusivo de técnicas avançadas de ascensão por cordas.
  • Resgate técnico especializado focado na estabilização e na retirada segura de pessoas utilizando o chamado triângulo de salvamento.

A execução correta de cada uma dessas manobras exige sintonia absoluta da equipe e uso de ferramentas que não deixam margem para falhas operacionais ou hesitações.

“Todo o material que o Corpo de Bombeiros aplica nas missões são materiais com certificação e desenvolvidos com tecnologia apropriada para o resgate”, informou o coordenador do curso, tenente Daniel Araújo.

A engrenagem da preparação

O esforço para colocar 20 militares em treinamento intensivo até junho de 2026 revela o investimento estratégico em conhecimento de ponta pela corporação. Coordenada pela Diretoria de Formação Ensino e Pesquisa (DFEP), a capacitação acumula uma carga horária robusta de 432 horas de duração, alternando aulas teóricas profundas, testes práticos constantes e avaliações semanais rígidas baseadas nas diretrizes nacionais da Norma Regulamentadora número 35 (NR-35), que rege o trabalho em altura no país.

Essa busca contínua por excelência tenta blindar as equipes contra os imprevistos de uma rotina profissional implacável, onde o erro pode custar a vida tanto da vítima quanto do próprio socorrista.

“Nós já capacitamos mais de 800 militares. Hoje o Corpo Bombeiros Militar do Amazonas está se especializando cada vez mais para agir de forma rápida no salvamento, no combate a incêndio e em todas as áreas de atuação do CBMAM”, disse o comandante dos bombeiros da capital, coronel Reinaldo Menezes.

Filtro rigoroso contra o erro

Chegar ao topo da ponte Phelippe Daou para um resgate desse nível não é uma tarefa para qualquer profissional. O processo de seleção interna promovido pela instituição funciona como um filtro severo para garantir que apenas os perfis mais aptos iniciem as instruções.

A triagem inicial exigiu dos candidatos a aprovação em etapas eliminatórias que incluíram inscrições regulares, exames médicos minuciosos, teste físico de alta exigência e teste de habilidade específica.

O rigor se justifica quando o cenário real se impõe, exigindo controle emocional absoluto diante do abismo e precisão milimétrica em cada nó de ancoragem que sustenta o peso dos operacionais.

“A atividade do bombeiro militar é muito atípica e poder atuar nesse curso de salvamento em altura é extremamente importante para a sociedade amazonense”, pontuou o aluno do curso, soldado Andrey Silva.

A preparação contínua desses profissionais funciona como uma apólice de segurança invisível para a sociedade. Enquanto a cidade se move em seu ritmo habitual, o aprimoramento técnico nas alturas mostra que a linha entre a tragédia e o salvamento bem-sucedido depende diretamente do suor derramado nos treinamentos de pista.

Fonte: https://www.agenciaamazonas.am.gov.br/noticias/militares-do-corpo-de-bombeiros-simulam-resgate-de-vitimas-durante-treinamento-na-ponte-phelippe-daou-2/

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