
A Prefeitura de Careiro Castanho firmou um compromisso decisivo junto ao Ministério Público do Amazonas (MPAM) para tentar pôr fim a uma crise que afeta diretamente a vida dos trabalhadores locais.
A gestão municipal se comprometeu a regularizar todos os salários que estão atrasados até o próximo sábado, dia 16 de maio.
O alinhamento ocorreu durante uma reunião realizada nesta quinta-feira, dia 14, motivada por procedimentos instaurados pela Promotoria de Justiça diante de atrasos salariais recorrentes e cobranças por um novo concurso público.
Cobrança severa
A Promotoria de Justiça vinha recebendo uma série de reclamações e denúncias sobre a demora crônica nos pagamentos há vários meses.
“Essa situação vem prejudicando demasiadamente os servidores, que têm seus compromissos. Tratamos sobre a obrigação da prefeitura de pagar os salários dos servidores até a data estabelecida, quinto dia útil do mês, e o Ministério Público quer que isso seja respeitado”, afirmou o promotor de Justiça Caio Lúcio Fenelon.
Durante o encontro institucional, a prefeita Mara Alves (Republicanos), reconheceu os problemas apontados nos procedimentos ministeriais e apresentou formalmente a garantia de que os vencimentos atrasados serão quitados até este sábado.
O órgão fiscalizador ressaltou que continuará monitorando de perto a situação do município. Caso a instabilidade nos pagamentos persista até o mês de junho, medidas judiciais cabíveis serão adotadas imediatamente contra a administração local.
Novo concurso
Além da regularização financeira imediata, a prefeitura terá que resolver uma demanda antiga de planejamento estrutural, já que o último concurso público na cidade foi realizado há mais de 10 anos.
Diante dessa realidade, o município assumiu a obrigação de organizar um novo certame técnico para o preenchimento de vagas efetivas.
O promotor Caio Lúcio Fenelon explicou que a instituição vai cobrar do poder executivo municipal o envio de um cronograma detalhado e um calendário oficial para a execução de todas as etapas das provas.
Análise crítica
O cenário de atrasos recorrentes em um município do interior revela o quanto a gestão fiscal impacta diretamente a dignidade humana e a máquina pública. A resolução do problema exige atenção em pontos fundamentais:
- Dignidade: o atraso salarial sistemático fere direitos básicos dos trabalhadores e estrangula a economia local, que depende fortemente do funcionalismo público.
- Planejamento: a dependência prolongada de contratos temporários por mais de uma década evidencia uma falha estrutural que precisa ser corrigida com urgência pelo novo concurso.
- Fiscalização: a intervenção firme do órgão ministerial demonstra que a pressão institucional continua sendo o caminho mais eficiente para garantir que o direito do trabalhador seja respeitado.
ASCOM: Sabrina Azevedo/MPAM










