Maués Alunos flagrados com entorpecentes expõem crise nas escolas e forçam reação do...

Alunos flagrados com entorpecentes expõem crise nas escolas e forçam reação do MPAM em Maués

Foto: Divulgação/MPAM

O avanço do tráfico de drogas no ambiente escolar em Maués motivou uma ação estratégica do Ministério Público do Amazonas (MPAM) nesta terça-feira, 12/5. Em uma reunião que reuniu gestores das redes estadual e municipal, além do Conselho Tutelar, os promotores de Justiça Suelen Shirley Rodrigues da Silva Oliveira e Aramis Pereira Júnior estabeleceram novas diretrizes para proteger crianças e adolescentes. A iniciativa surge após flagrantes de alunos portando entorpecentes nas unidades de ensino do município.

O encontro focou nos desafios enfrentados pelos educadores, que lidam diariamente com a exposição do público infantojuvenil a situações de vulnerabilidade. Durante a reunião, foi criado um fluxo oficial de acionamento da rede de proteção para que as escolas saibam exatamente como agir ao identificar casos de tráfico. O planejamento também inclui um ciclo de palestras de conscientização para prevenir o uso de substâncias ilícitas entre os jovens.

Com base no artigo 227 da Constituição Federal e no artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Ministério Público instaurou um procedimento administrativo específico. Esse documento oficial reforça a fiscalização nas instituições de ensino e permite a adoção de medidas extrajudiciais rápidas para combater e prevenir o crime.

Escolas monitoradas

Inicialmente, seis unidades de ensino em Maués passarão por um monitoramento mais rigoroso das autoridades.

  • Escola Estadual Walton Rodrigues Bizantino
  • Escola Municipal Salum de Almeida
  • Escola Estadual Donga Miquiles
  • Escola Estadual São Pedro
  • Escola Estadual Maria da Graça
  • Escola Municipal Francisco Canindé

Fator externo

A atuação conjunta busca identificar as raízes do problema, que muitas vezes ultrapassam os muros escolares.

“Muitas vezes, por trás desses adolescentes que estão levando a droga para dentro das escolas, há adultos ou familiares que estão integrados em facções criminosas e dentro da rede do tráfico”, afirmou a promotora Suelen Shirley.

Segundo ela, a complexidade do cenário exige que as instituições trabalhem unidas para desarticular a influência de criminosos sobre os estudantes.

ASCOM: Karla Ximenes/MPAM

 

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