
O vice-presidente Geraldo Alckmin demonstrou otimismo nesta segunda-feira (4) sobre a reunião entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos (EUA) prevista para ocorrer ainda esta semana. O encontro em solo norte-americano é tratado pelo governo brasileiro como uma peça fundamental para consolidar interesses econômicos e reduzir ruídos diplomáticos. A estratégia de Brasília foca em manter uma relação funcional com a Casa Branca independentemente de alinhamentos ideológicos.
Os Estados Unidos ocupam hoje o posto de maior investidor estrangeiro no território brasileiro e figuram como o terceiro principal parceiro comercial do país, ficando atrás da China e da União Europeia (UE). Geraldo Alckmin minimizou possíveis atritos tarifários ao lembrar que o Brasil não possui superávit na balança com os norte-americanos. Essa postura sinaliza um esforço para tratar a relação com Washington de forma prática e voltada para a estabilidade.
“Torço para que essa boa química possa fortalecer ainda mais em benefício dos dois grandes países”, afirmou Geraldo Alckmin durante evento em São Paulo.
O comentário reforça a intenção do governo em construir um canal de diálogo direto com Donald Trump focado em resultados financeiros e comerciais mútuos.
Agenda de inovação e recursos
A pauta do encontro deve avançar sobre setores de alta tecnologia e recursos naturais fundamentais para a indústria global. O governo brasileiro pretende discutir temas que envolvem o futuro da economia digital e a soberania sobre riquezas minerais.
- Regulação de grandes empresas de tecnologia.
- Exploração de minerais estratégicos para a transição energética.
- Atração de investimentos para infraestrutura digital e instalação de data centers.
- Fortalecimento das cadeias de suprimentos entre as duas nações.
Confiança no mercado nacional
Durante participação em evento na Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, o vice-presidente também defendeu o progresso do acordo entre Mercosul e a “UE”. Ele utilizou dados de confiança de empresas estrangeiras para sustentar a narrativa de que o ambiente econômico nacional está atraindo investidores internacionais. Segundo Alckmin, a expectativa é de ampliação de investimentos e exportações nos próximos meses.
O vice-presidente ainda comentou sobre o relançamento do programa “Desenrola”. A iniciativa foca na renegociação de dívidas para pessoas físicas e microempresas com a promessa de oferecer descontos expressivos e facilitar o retorno desses consumidores ao mercado de crédito. Para o governo, o sucesso do programa é essencial para manter o consumo e a confiança na economia doméstica em 2026.
Fonte: https://revistaoeste.com/politica/alckmin-aposta-em-boa-quimica-em-novo-encontro-entre-lula-e-trump/










