
Na manhã desta segunda-feira (4/5), a Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) confirmou o favoritismo e elegeu, de forma unânime, Roberto Cidade Filho (União Brasil) como novo governador do estado em eleição indireta.
Ele comandará o Executivo amazonense até dezembro deste ano, tendo como vice o ex-deputado e ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB).
A votação foi marcada pela ampla maioria construída previamente em torno do nome de Cidade, que já ocupava o cargo de forma interina. O resultado praticamente aclamado reflete a força de sua articulação política dentro do parlamento estadual.
Cidade assume o comando do governo após o cenário de transição provocado pela renúncia do então governador Wilson Lima e de seu vice, abrindo espaço para a realização da eleição tampão pela “ALEAM”, conforme previsto na legislação.
Base garantiu vitória

O novo governador contou com apoio expressivo da base governista, fator decisivo para a consolidação de sua vitória ainda antes da votação. Como presidente da Assembleia e já à frente do Executivo de forma interina, Cidade conseguiu reunir consenso entre os deputados estaduais.
A escolha de Serafim Corrêa como vice também foi vista como estratégica, agregando experiência política à chapa. Corrêa tem trajetória consolidada no estado, tendo sido prefeito de Manaus e parlamentar em diferentes esferas.
Gestão de transição
O mandato de Roberto Cidade será de caráter transitório, com duração até o final de 2026. Nesse período, a expectativa é de uma gestão voltada à estabilidade administrativa e à continuidade de projetos em andamento no estado do Amazonas.
Entre os principais desafios estão a manutenção do equilíbrio fiscal, continuidade de obras e programas públicos e articulação política visando o cenário eleitoral subsequente.
Dependência criminosa

Enquanto o governo federal alerta para o “novo colonialismo” dos EUA em relação à questão das terras raras, a realidade segue velha conhecida. O Brasil continua como mero exportador de minério bruto, sem obter nada em troca em termos de tecnologia.
Segundo especialistas, talvez o problema não seja apenas o interesse estrangeiro, mas a ausência de uma política consistente que transforme riqueza natural em capacidade industrial.
Fica a dúvida se o discurso é contra o colonialismo ou apenas contra perder o protagonismo dele?
Terras raras e políticas raríssimas

O país possui uma das maiores reservas de terras raras do mundo, mas segue com participação quase irrelevante na cadeia global.
Diante disso, a reação oficial parece curiosa ao criticar quem quer explorar, mas não apresentar um plano robusto para explorar melhor.
No fim, o Brasil corre o risco de defender suas riquezas deixando que outros as utilizem de forma mais eficiente.
Estatal imaginária e investimento real
Muito se fala em criar estruturas como uma estatal para controlar o ciclo produtivo, mas, na prática, o avanço concreto vem de investimentos externos já organizados e financiados.
Enquanto isso, a política pública nacional segue em ritmo mais teórico do que operacional. No cenário atual, o capital estrangeiro não precisa tomar nada, basta ocupar o espaço que o próprio Estado ainda não conseguiu preencher.










