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Cidadãos tomam as ruas de Lima no Peru e pedem anulação de eleições marcadas por falhas graves

O Peru enfrenta uma onda de protestos que coloca em xeque a estabilidade democrática do país Grupos de manifestantes foram às ruas de Lima para exigir a repetição das eleições presidenciais após uma série de problemas técnicos que comprometeram o processo de votação. O clima de tensão se concentra principalmente nos arredores do Tribunal Eleitoral, onde o descontentamento popular ganha força diante das incertezas sobre o resultado final.

A revolta aumentou depois que falhas na logística de distribuição das urnas impediram que milhares de pessoas votassem no horário previsto. Por conta disso, mais de 52 mil eleitores só conseguiram registrar suas escolhas na segunda-feira, 13 de abril, o que gerou uma desconfiança imediata sobre a transparência do pleito.

Tumulto na votação

A mobilização popular é acompanhada de perto por lideranças políticas que atacam a organização das eleições. Apoiadores de Rafael López Aliaga exigem agora a saída imediata do chefe do órgão eleitoral, Piero Corvetto. A pressão nas ruas reflete um país dividido, onde qualquer erro operacional é interpretado como uma tentativa de manipulação dos votos.

Contagem tensa

Keiko Fujimori e Rafael López Aliaga lideram a intenção de votos – Foto: AFP via Getty Images

Com a apuração chegando aos 77% das cédulas no terceiro dia (15/4), os números mostram uma disputa voto a voto. Keiko Fujimori aparece na frente com 16,86% da preferência, seguida de perto por Rafael López Aliaga e Jorge Nieto. Em uma nação onde o voto é obrigatório para mais de 27 milhões de cidadãos, a demora em finalizar a contagem aumenta a ansiedade e as teorias de conspiração.

Apoio internacional

Mesmo com as graves acusações feitas por alguns candidatos, observadores externos tentam acalmar os ânimos. Uma missão enviada pela União Europeia (UE) declarou que não encontrou provas de fraude no processo até o momento. No entanto, as críticas sobre o manejo dos votos por correspondência continuam sendo o principal argumento de quem pede a anulação da disputa.

“Temos questionado a integridade da votação”, afirmou Rafael López Aliaga, reforçando que não pretende aceitar os números atuais sem uma revisão profunda.

Nova rodada

O cenário atual faz o país reviver o trauma das eleições de 2021, quando o resultado oficial demorou quase uma semana para ser divulgado. Tudo indica que o Peru terá de enfrentar um 2º turno, previsto para ocorrer em 7 de junho.

Até lá, a Justiça Eleitoral precisará trabalhar dobrado para recuperar a confiança da população e garantir que a vontade do povo seja respeitada sem sombras de dúvida.

Fonte: https://pt.euronews.com/video/2026/04/15/paquistao-acolhe-milhares-de-peregrinos-sikh-para-ritos-de-baisakhi-de-2026

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