
O Escritório de Representação do Estado do Amazonas em São Paulo (ERGSP) marcou presença nesta terça-feira 07/04 no seminário “Oportunidades de investimento na Amazônia”. Realizado na capital paulista, o evento reuniu investidores e especialistas no auditório da PP&C para discutir como o maior estado do Norte pode se consolidar como o principal destino de capital estrangeiro e nacional na próxima década.
Durante a palestra, o chefe do ERGSP, Alfredo Lins, apresentou uma análise sobre o papel da região no desenvolvimento global. Ele destacou que o Amazonas vive agora o seu quarto grande momento estratégico. Se no passado a borracha e o abastecimento internacional foram os pilares, hoje a regulação climática e a nova economia ditam o ritmo.
O diferencial competitivo atual gira em torno da segurança jurídica:
- Ciclo da borracha: O auge no século XIX projetou a região mundialmente.
- Abastecimento vital: No século XX, a produção amazônica socorreu o mercado global durante bloqueios na Ásia.
- Agenda climática: Desde 2014, o bioma é peça chave na regulação do planeta.
- Reforma tributária: Até 2033, o modelo atual será o único com permissão constitucional para benefícios fiscais plenos.
Trunfo da Zona Franca
A grande aposta do governo estadual para atrair empresas é a singularidade do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) após a consolidação da reforma tributária. De acordo com Alfredo Lins, quem se posicionar agora terá vantagens exclusivas que nenhum outro estado brasileiro poderá oferecer.
“Estamos entrando em um novo ciclo histórico. Com a consolidação da reforma tributária até 2033, a Zona Franca de Manaus passará a ocupar um lugar ainda mais singular no Brasil”, afirmou Alfredo Lins.
Vitrine de negócios
O seminário, promovido pela Associação PanAmazônia com o escritório Alecrim & Costa Advogados Associados, focou em temas práticos como incentivos fiscais e aspectos jurídicos. O Amazonas tenta se descolar da imagem de apenas “reserva ambiental” para se apresentar como uma porta de entrada viável para a bioeconomia e a indústria de alta tecnologia.
A estratégia é clara e foca em antecipação. O governo estadual entende que o momento de atrair grandes operações é agora, aproveitando a janela de transição econômica do país.
Conexão com São Paulo
A participação no principal centro financeiro do Brasil reforça o esforço institucional de manter o diálogo aberto com o setor produtivo. Mais do que apresentar números, o estado busca oferecer segurança para o investidor que teme incertezas legislativas.
Ao final do encontro, o representante do Amazonas destacou que as portas estão abertas para quem deseja colher frutos de um modelo que une sustentabilidade e rentabilidade. O sucesso dessa empreitada dependerá de como o estado conseguirá transformar esse discurso em infraestrutura real e desburocratização para quem decide fincar raízes na floresta.










