
O prato dos estudantes da rede pública estadual ganhou um reforço de peso nesta segunda-feira, 23/3. A Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS) recebeu mais de 275 toneladas de alimentos produzidos no estado, que já estão sendo distribuídos para compor o cardápio escolar.
Somente neste mês, o Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme) já movimentou cerca de 393 toneladas de itens regionais, consolidando uma estratégia que une educação e desenvolvimento rural.
Para o ano letivo de 2026, o Governo do Amazonas planejou um investimento superior a R$ 35,7 milhões na execução do programa. A iniciativa ocorre em parceria direta com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, garantindo que o recurso circule dentro do próprio estado, beneficiando quem produz no interior.
Segurança alimentar e renda
A diretora-presidente da ADS, Michelle Bessa, destaca que o impacto do programa é duplo, pois atinge tanto a saúde dos alunos quanto o bolso do trabalhador do campo. Além de oferecer uma alimentação de qualidade e reforçar a segurança alimentar nas escolas, o projeto gera emprego e renda garantida aos trabalhadores do setor primário.
“O Governo do Amazonas, além de garantir o direito à merenda escolar de qualidade e reforçar a segurança alimentar dos alunos da rede estadual de ensino, também gera emprego e renda garantida aos trabalhadores do setor primário do Estado”, afirmou Michelle Bessa.
Diversidade no cardápio
Em 2026, o Preme contempla uma lista variada de 22 produtos regionais. A logística envolve desde a coleta nas propriedades e pontos de entrega até a seleção e organização dos itens destinados às unidades de ensino. O trabalho é coordenado por uma força-tarefa que acompanha todo o processo, garantindo o padrão de qualidade dos alimentos.
Entre os itens que já estão chegando às escolas, destacam-se:
- Hortifrútis: abacaxi, abóbora, banana-pacovã, couve, macaxeira, mamão, melancia, laranja e limão.
- Temperos e vegetais: cheiro-verde misto e orgânico, pimenta-de-cheiro e pimentão.
- Proteínas e polpas: carne bovina moída, filé de pirarucu seco, ovo de galinha, polpa de açaí e polpas de frutas variadas.
Segundo a coordenadora Jacqueline Azevedo, os produtos são adquiridos diretamente de agricultores familiares, associações e agroindústrias credenciados via edital.
Impacto em Manacapuru
A eficácia do programa pode ser medida pelo depoimento de quem vive da terra. Na última segunda-feira, a Associação de Desenvolvimento Comunitário Rural Nossa Senhora de Nazaré, de Manacapuru, entregou 13 toneladas de produtos. O presidente da entidade, Manoel Raimundo, afirma que o Preme livra o produtor das taxas abusivas dos atravessadores.
“Hoje nós vendemos um quilo de produto para o Preme por um preço que não iríamos conseguir vender se fosse para os atravessadores”, afirmou Manoel Raimundo ao celebrar o faturamento obtido pela comunidade rural.
Para o agricultor, o programa é a principal ajuda para que os trabalhadores consigam uma renda anual digna, permitindo que a produção local chegue à mesa dos estudantes com valor justo.










