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Professor Marcos Maurício conquista segundo mestrado e faz história na Ufam com estudo inédito sobre a BR-319

Marcos Mauricio Costa da Silva e a Dra. Cristiane de Lima Barbosa Couto – Foto: Divulgação/ Instagram

O professor Marcos Mauricio Costa da Silva alcançou um feito memorável para a educação e a pesquisa no Amazonas nesta última terça-feira, 17 de março. Além de celebrar a defesa de seu segundo mestrado, o pesquisador entrou para a galeria de honra da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) ao se tornar o primeiro mestre titulado pelo Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação (PPGIC).

A conquista vai além do título acadêmico e mergulha em um dos temas mais sensíveis e urgentes para a região norte que é a pavimentação da rodovia BR-319. Sob a orientação da Profª Dra. Cristiane de Lima Barbosa Couto, o trabalho intitulado “Trecho do Meio da BR-319: Infraestrutura, sustentabilidade e os regimes de verdade entre governo, CPI e mídia” analisou como a comunicação molda a percepção pública sobre a estrada que liga Manaus a Porto Velho.

Marco histórico na academia

A trajetória de Marcos Maurício reflete o compromisso com a ciência feita na Amazônia para os amazonenses. O estudo focou especificamente no polêmico “Trecho do Meio” que compreende do quilômetro 250,7 ao 656,4 da rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho).

Através das lentes teóricas de Michel Foucault e do Jornalismo Ambiental, o professor mapeou os discursos que circulam nos grandes portais de notícias e o impacto dessas narrativas na sociedade.

O embate sobre a rodovia

A pesquisa trouxe à tona o choque de visões entre figuras centrais da política nacional. De um lado, o estudo identificou que o discurso da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, foca no desmatamento e nas exigências de financiadores internacionais do Fundo Amazônia. Nessa visão, o rigor extremo ou a paralisação das obras seriam as únicas garantias para a proteção da floresta, muitas vezes deixando em segundo plano as necessidades urgentes de quem vive na região.

Vozes em conflito

Em contrapartida, o professor analisou a narrativa defendida pelo senador Plínio Valério durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs. Nesse regime de verdade, a recuperação da BR-319 surge como uma ferramenta de sustentabilidade e presença do Estado. A pavimentação é vista como o caminho para garantir direitos básicos como saúde, educação e o combate a crimes ambientais através de uma logística eficiente.

“Estou muito feliz em poder ampliar e qualificar ainda mais os debates sobre a repavimentação da rodovia BR-319 e trazer, via de consequência, essa importante contribuição científica, com esteio nas ferramentas da análise do discurso de Foucault e no Jornalismo Ambiental, para a Academia e para a sociedade”, afirmou o professor Marcos Maurício.

A defesa encerra um ciclo de dedicação e abre portas para que novas pesquisas sobre a comunicação na Amazônia ganhem força dentro da instituição.

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