
A economia do Amazonas demonstrou uma resiliência impressionante ao longo do ano passado e superou a média nacional em ritmo de expansão. Segundo dados consolidados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (Sedecti), o Produto Interno Bruto (PIB) do estado totalizou R$ 187,10 bilhões em 2025.
Esse montante representa um crescimento real de 4,41% na comparação com o ano anterior, um desempenho que ganha destaque quando colocado ao lado do avanço de 2,3% registrado pela economia brasileira no mesmo período.
No último trimestre de 2025, a movimentação financeira alcançou R$ 48,14 bilhões. Mesmo com a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o ganho real foi de 3,29% em relação ao fim de 2024.
Esses números revelam que a engrenagem econômica amazonense conseguiu manter o fôlego apesar das oscilações no mercado externo e das incertezas globais. O levantamento foi realizado pelo Departamento de Estatística e Geoprocessamento (DEGEO), órgão que integra a Secretaria Executiva de Planejamento da secretaria estadual.
Ritmo industrial e força da agropecuária
O setor industrial continua sendo um dos pilares de sustentação da riqueza estadual ao movimentar R$ 17,14 bilhões apenas no quarto trimestre. Embora a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tenha apontado uma leve oscilação negativa de 0,96% na comparação anual, alguns nichos específicos apresentaram saltos vertiginosos. A fabricação de máquinas e materiais elétricos cresceu 17,46%, refletindo o aquecimento da demanda nacional por bens de consumo produzidos em solo amazonense.
A surpresa mais positiva veio do campo. A agropecuária somou R$ 2,25 bilhões no último período do ano com um avanço de 11,61% em relação ao mesmo trimestre de 2024. Esse resultado foi impulsionado por um aumento explosivo na produtividade de culturas específicas, o que demonstra uma diversificação gradual da matriz econômica do estado.
Os principais avanços setoriais foram os seguintes:
- Produção de feijão com crescimento de 116,24% no período.
- Produção de café arábica com aumento de 168,45%.
- Fabricação de derivados de petróleo e biocombustíveis com alta de 25,87%.
- Setor de serviços com movimentação de R$ 22,10 bilhões no quarto trimestre.
Perspectivas para a economia em 2026
Para o assessor econômico da secretaria, Alcides Saggioro, o cenário para este ano é de otimismo moderado. A expectativa é que o Amazonas consiga sustentar taxas de crescimento semelhantes às atuais, mesmo que a economia brasileira em geral apresente uma tendência de desaceleração. A chave para esse desempenho contínuo está na dinâmica do mercado interno e na possível queda das taxas de juros, o que favorece o crédito e o consumo de produtos fabricados no Polo Industrial de Manaus.
“O Amazonas chegou a crescer mais que o Brasil e isso está muito ligado à dinâmica do mercado interno brasileiro”, destacou Alcides
Saggioro ao analisar a conjuntura atual. A manutenção desse ritmo dependerá da estabilidade das políticas fiscais e da capacidade do estado em atrair novos investimentos tecnológicos para a região. O relatório detalhado pode ser consultado no “Portal do Planejamento” no site oficial da instituição estadual.
Fique por dentro
O Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas cresceu 4,41% em 2025 totalizando R$ 187,10 bilhões sob a análise da SEDECTI. O setor industrial e a produção agrícola de feijão e café foram os grandes motores desse avanço que superou a média nacional de 2,3% no mesmo período. Atualmente o governo estadual monitora as taxas de juros para garantir que a economia amazonense mantenha a competitividade em 2026 através do DEGEO e de parcerias com o IBGE.










