
Por Estagiário De Lara
Fala sério, será que esse milagre econômico de 2025 chegou mesmo ou é só mais um truque matemático?
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) soltou nesta terça-feira (3/3) os números do Produto Interno Bruto (PIB) do último trimestre do ano passado. E olha, o otimismo tomou conta das planilhas governamentais.
Eles estão falando de um crescimento de 2,3% comparado com o trimestre anterior. No papel, a economia está super estável e bateu a marca astronômica de R$ 12,7 trilhões em valor nominal. A grande dúvida é se essa bolada toda já pingou na nossa conta na vida real.
O resultado deixou até o pessoal do mercado financeiro de queixo caído, já que a galera apostava num crescimento ali na faixa de 1,9%.
A justificativa para essa mágica toda é que o mercado de trabalho deu uma esquentada e os preços dos serviços deram aquela estabilizada, alcançando R$ 59.687,49.
Dando uma olhada nos bastidores da indústria, ela registrou um crescimento anual de 1,4%, dando uma leve pisada no freio se a gente lembrar da alta de 1,7% do trimestre anterior.
Enquanto as fábricas deram uma segurada, o setor de serviços resolveu acelerar e foi para 1,8%. Agora, quem carregou o Brasil nas costas de novo foi o setor agropecuário, que bateu a marca de 11,7%, um crescimento até discreto se compararmos com os 10,1% registrados no último trimestre.
O grande motor de tudo isso fomos nós mesmos. O consumo das famílias manteve o ritmo lá no alto durante os quatro trimestres e acelerou 1,3% em relação ao ano anterior. Por outro lado, a galera que investe tirou o pé, e os investimentos perderam força subindo só 1,0%.
Para quem vive de terno e gravata acompanhando a bolsa, o papo é ter muita cautela com o dinheiro. O Pedro Ros, que é CEO da instituição financeira Referência Capital, jura que vê uma solidez macroeconômica no meio dessa história e que isso reduz pressões sobre o câmbio.
“A redução do déficit em transações correntes para abaixo de 3% do PIB reforça a solidez macroeconômica do país e melhora a leitura de risco Brasil, especialmente sob a ótica de sustentabilidade externa. Esse movimento reduz pressões estruturais sobre o câmbio e amplia a previsibilidade para decisões de investimento. É verdade que parte desse ajuste vem da desaceleração da atividade, o que tende a deixar o crédito mais criterioso, com foco maior em garantias e qualidade de fluxo de caixa. Para o investidor, o momento pede disciplina e boa alocação, priorizando ativos reais, geração de renda e estruturas que protejam capital no longo prazo”, explicou o especialista.
Cadê o dinheiro?
Na teoria, tudo isso é lindo e significa que o desemprego deve continuar em níveis historicamente baixos.
O PIB per capita, que é aquela conta de dividir a riqueza do país pelo número de habitantes, também deu uma melhorada. Isso até indicaria um aumento real no nosso poder de compra, mas o próprio relatório confessa que essa grana toda continua distribuída de um jeito bem diverso entre as classes sociais.
Trocando em miúdos, o bolo até cresceu, mas a fatia maior continua não chegando ao prato de todos.
Resumindo a ópera, o valor nominal da economia brasileira alcançou a marca de R$ 12,7 trilhões. Esse crescimento trimestral de 2,3% acabou superando a expectativa inicial do mercado financeiro que orbitava em 1,9%.
Quem roubou a cena foi o setor agropecuário saltando para 11,7% e deixando os 10,1% anteriores para trás.
O valor do PIB per capita também fez bonito e alcançou R$ 59.687,49. Já do lado mais fraco da corda, os investimentos perderam a força e registraram uma alta de apenas 1,0%.
Fonte: https://economia.ig.com.br/2026-03-03/pib-cresce-2-3–em-2025–diz-ibge.html










