
O ano letivo de 2026 começa com um marco histórico para a sustentabilidade no Amazonas. A Universidade Nilton Lins oficializou a mudança de sua matriz energética e passa a utilizar energia solar para suprir 95% de todo o consumo elétrico de suas atividades acadêmicas e administrativas. O projeto é considerado o maior investimento privado em transição energética da Região Norte, posicionando a instituição como referência em responsabilidade ambiental.
As instalações do campus, que incluem salas de aula, laboratórios e centros tecnológicos, agora funcionam através da captação de luz por mais de 6,8 mil painéis solares. A iniciativa coloca a educação superior no centro das soluções práticas para a preservação da Amazônia.
Números do projeto
A estrutura foi montada em nove prédios da unidade localizada no bairro Parque das Laranjeiras, em Manaus. A capacidade de geração é robusta e garante estabilidade para o funcionamento de todos os equipamentos da universidade.
- Instalação de mais de 6,8 mil painéis solares de alta tecnologia.
- Geração mensal de 400 mil Quilowatts (kW).
- Capacidade equivalente ao uso simultâneo de 201 mil lâmpadas de 20 Watts.
- Potência individual de 575 watts por placa em condições de sol pleno.
Impacto ambiental positivo
A transição energética, concluída no mês passado, traz benefícios que vão além da economia financeira. A redução na emissão de poluentes é um dos pilares celebrados pela gestão da universidade. Estima-se que a troca da fonte convencional pela solar deixará de emitir 5 mil toneladas de gás carbônico (CO₂) na atmosfera por ano.
Para a reitora Gisélle Lins Maranhão, o projeto reflete a identidade da instituição. Ela destaca que a redução do impacto ambiental é comparável ao plantio de 30 mil novas árvores anualmente.
“A Nilton Lins é uma instituição amazônica e por isso temos um compromisso que vai além das salas de aula e da formação profissional, que é formar cidadãos e agir para melhorar a qualidade de vida da sociedade e a defesa do meio ambiente. Com este projeto, estamos dando continuidade a uma série de ações desenvolvidas ao longo de anos e empenhados em fazer a diferença”, afirmou Gisélle Lins Maranhão.
Sustentabilidade no campus
A adoção da energia fotovoltaica integra um conjunto de ações ecológicas já existentes na universidade. Além da nova matriz, a Nilton Lins mantém estações de abastecimento para veículos elétricos, programas de coleta seletiva e um viveiro próprio para o cultivo de espécies regionais. Na parte acadêmica, os temas de desenvolvimento sustentável e educação ambiental são obrigatórios em todos os cursos de graduação.
Capacidade técnica
O projeto foi executado pela empresa Rio Negro Energia Solar. Segundo o responsável técnico, Breno Soares Feitoza, a usina solar instalada teria capacidade para abastecer uma cidade de pequeno porte. Ele esclarece que o sistema só deixa de gerar energia durante a noite, mantendo o funcionamento inclusive em dias de chuva intensa.
A escolha pelos 95% de autonomia ocorre devido a limitações técnicas da rede de distribuição local e questões de legislação do setor energético, que ainda impedem a migração total para os 100%. Mesmo assim, o projeto da Nilton Lins é um divisor de águas para o setor privado no Amazonas, provando que grandes estruturas podem operar de forma limpa e eficiente no coração da floresta.
Press Comunicação Estratégica










