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Prazo da Justiça coloca Alfredo Menezes diante de risco real de ficar fora das urnas

Coronel Alfredo Menezes - Foto: Murilo-Rodrigues

O ex-candidato a vice-prefeito e coronel da reserva Alfredo Menezes enfrenta um momento decisivo para sua sobrevivência política no Amazonas. O juiz eleitoral Antônio Itamar de Sousa Gonzaga estabeleceu o prazo de 10 dias, contados a partir desta quarta-feira (11/2), para que o político quite as parcelas atrasadas de um acordo judicial firmado com a União. Caso o pagamento não seja efetuado, Menezes sofrerá multas adicionais e execução imediata da dívida.

A condenação é reflexo de irregularidades cometidas durante a campanha de 2024, quando Menezes compôs a chapa encabeçada pelo deputado Roberto Cidade (União Brasil). Mesmo com a estrutura do governo de Wilson Lima o grupo terminou a disputa em um modesto quarto lugar, deixando um rastro de pendências jurídicas e financeiras.

Risco iminente de inelegibilidade

O descumprimento do cronograma de pagamentos gera consequências graves para qualquer figura pública que pretenda disputar cargos eletivos. Sem a quitação total ou a regularidade das parcelas, o político perde o acesso à Certidão de Quitação Eleitoral.

A falta desse documento impossibilita o registro de qualquer candidatura para as eleições de 2026. Se a situação não for resolvida dentro do prazo judicial, o indeferimento de seus planos políticos será inevitável, tornando-o juridicamente inapto para as urnas.

Isolamento e queda do capital político

A crise financeira expõe uma realidade ainda mais amarga para o ex-aliado de primeira hora do ex-presidente Jair Bolsonaro. Após conquistar impressionantes 737.875 votos para o Senado em 2022, ficando muito próximo da vitória, o cenário atual de Menezes é de isolamento.

Entenda os principais pontos da crise

  • Dívidas acumuladas: O político responde por multas pesadas devido a crimes eleitorais cometidos no último pleito.
  • Abandono político: Interlocutores apontam que o grupo ligado ao governo estadual teria deixado o coronel à própria sorte após a derrota em 2024.
  • Ficha suja: A inadimplência com o fisco eleitoral é o principal gatilho que pode transformar o militar em um político ficha suja.
  • Sobrevivência eleitoral: Com o capital político em declínio, a ausência de uma certidão de quitação pode significar o fim prematuro de sua trajetória pública.

O “homem de Bolsonaro” no Amazonas, que outrora ditava o ritmo da direita no estado, agora luta nos tribunais para manter vivo o direito de ter seu nome nas cédulas eletrônicas.

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