
A democratização da arte deixou de ser um conceito distante para se tornar uma realidade pulsante nas ruas da capital amazonense. Sob a gestão da Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult), a cidade vive um processo de descentralização cultural que rompe as barreiras dos grandes palcos centrais e leva o brilho dos artistas locais para as comunidades.
Em 2025, o investimento de mais de R$ 13 milhões em iniciativas populares não foi apenas uma cifra orçamentária, mas um combustível para a economia criativa. Ao levar estrutura e fomento para áreas que historicamente eram esquecidas, o poder público reconhece que o talento manauara está em cada terminal de ônibus, feira e praça.
“Queremos levar arte, cultura, entretenimento e diversão à periferia da cidade, descentralizando a cultura e fortalecendo nossos artistas”
O impacto direto na vida de quem faz a arte acontecer
O sucesso dessa política de descentralização pode ser medido pelos números expressivos alcançados no último ano. Aproximadamente 900 artistas locais, abrangendo áreas como música, teatro, circo e artes visuais, receberam suporte financeiro para levar suas produções ao público.
Um dos pilares desse movimento é o projeto “Arte Pela Cidade”. A iniciativa transforma espaços cotidianos em verdadeiros palcos itinerantes. Para muitos profissionais, como a cantora Ake Sakeren, o projeto foi a ponte entre o anonimato e o reconhecimento profissional. Descoberta enquanto trabalhava como vendedora no Terminal 2, hoje ela vê no programa a vitrine necessária para consolidar sua carreira.
Formação técnica e profissionalização do setor cultural
Não se faz cultura forte apenas com palcos, é preciso conhecimento. O Programa Municipal de Formação Artística e Cultural (Promfac) tem desempenhado um papel vital na qualificação dos trabalhadores do setor. Em 2025, mais de 160 profissionais foram capacitados em áreas estratégicas:
- Gestão e produção: Cursos voltados para a organização de eventos e administração de carreiras.
- Audiovisual e artes cênicas: Aperfeiçoamento técnico para elevar o nível das produções locais.
- Elaboração de projetos: Capacitação essencial para que o artista aprenda a captar recursos e participar de editais.
De acordo com o diretor-presidente da ManausCult, Jender Lobato, esse trabalho contínuo coloca o “artista da terra” como protagonista, entendendo a cultura como uma ferramenta poderosa de desenvolvimento social e turístico.
O que esperar para o calendário cultural de 2026
O novo ano já começa com o pé no acelerador. O cronograma de descentralização avança agora para o Carnaval, onde mais de dez projetos em diversos bairros já foram selecionados para receber incentivo e estrutura. A proposta é garantir que a folia seja segura, organizada e acessível em todas as zonas da cidade.
Além disso, o “Arte Pela Cidade” mantém seu cronograma de apresentações gratuitas. Ao ocupar o espaço público com arte, a prefeitura não apenas fomenta a economia, mas devolve ao cidadão o sentimento de pertencimento e orgulho da rica produção cultural amazônica. Manaus mostra que, quando a cultura chega ao bairro, a cidade inteira ganha.
Ascom: Laryssa Cipriano / Semcom










