Mundo Trump elogia Venezuela, pressiona Ucrânia e muda o rumo da política mundial

Trump elogia Venezuela, pressiona Ucrânia e muda o rumo da política mundial

Donald Trump e Delcy Rodríguez – Foto: EFE/EPA/Aaron Schwartz / Pool e Juan Barreto / AFP

O retorno de Donald Trump à Casa Branca trouxe uma dinâmica de diplomacia que ignora antigas barreiras ideológicas em favor do pragmatismo econômico. Nesta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, o presidente norte-americano surpreendeu analistas ao adotar uma postura de aproximação com Caracas e, simultaneamente, elevar o tom de cobrança sobre o governo ucraniano.

O movimento sinaliza uma mudança profunda na política externa dos Estados Unidos (EUA), onde o fechamento de grandes acordos parece estar acima de alianças tradicionais ou disputas históricas. Ao classificar a gestão venezuelana como nota dez, o republicano deixa claro que sua prioridade é a estabilidade do mercado energético e o fluxo de petróleo.

Acordo com a Venezuela

A maior surpresa do dia foi o tom elogioso direcionado a Delcy Rodríguez. Trump afirmou ter um excelente relacionamento com a presidente venezuelana e destacou o interesse imediato do setor de óleo e gás.

  • Fim das sanções: O governo sinaliza que as petroleiras dos EUA já se movimentam para operar em solo venezuelano.
  • Diplomacia direta: O presidente descartou qualquer intenção de ataques terrestres no México, Colômbia ou Venezuela.
  • Interesse comercial: A estratégia visa reduzir os preços dos combustíveis internamente, utilizando o potencial do vizinho sul-americano.

“Delcy Rodríguez está fazendo um ótimo trabalho, com nota 10”, afirmou Donald Trump ao comentar a situação do país vizinho.

Pressão em Kiev

Enquanto suaviza o discurso com antigos rivais, Trump mantém uma postura rígida em relação à guerra no Leste Europeu. Ele demonstrou otimismo sobre um possível encerramento das hostilidades entre Rússia e Ucrânia, mas condicionou o sucesso à flexibilidade de Volodymyr Zelensky.

Na visão do republicano, o presidente ucraniano não pode desperdiçar o que ele chama de uma chance única para a paz. “Zelensky terá que se mover para não perder uma ótima oportunidade”, declarou o líder norte-americano, sugerindo que o apoio militar e financeiro pode ser usado como moeda de troca.

Tensão no Irã

O uso da força militar continua sendo uma peça central na mesa de negociações de Trump. Sobre as recentes movimentações navais próximas ao Irã, o presidente foi pragmático. Ele defende que a presença dos porta-aviões é necessária para forçar Teerã a assinar um novo acordo. Segundo ele, os iranianos precisarão desse acerto para evitar o isolamento, prometendo que as tropas deixarão a região assim que o contrato for firmado.

Compra da Groenlândia

O antigo desejo de expandir o território norte-americano voltou à pauta oficial. Trump confirmou que segue em conversas com os líderes europeus para negociar a Groenlândia. Além disso, o presidente fez questão de reforçar que mantém uma excelente relação com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), apesar das pressões constantes para que os países membros aumentem seus investimentos em defesa.

O estilo de governar de Donald Trump em 2026 consolida a figura do negociador-chefe. Seja tratando de territórios árticos ou de zonas de conflito, o objetivo final parece ser sempre o fortalecimento da economia e da influência direta de Washington, sem as amarras da diplomacia convencional.

Fonte: https://jovempan.com.br/noticias/mundo/trump-diz-que-delcy-esta-fazendo-otimo-trabalho-e-cita-ida-de-petroleiras-a-venezuela.html

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