TJAM x Wilson, coronel chora, SEPET falha e Tarumã versão cartel

TJAM x Wilson Lima: expectativa sobre os novos episódios da série “tu me cutuca, eu te cutuco”

Nas redes sociais, a expectativa é grande para os próximos capítulos do casal mais comentado do momento: o Tribunal de Justiça do Amazonas e o governador Wilson Lima.

Depois que o presidente do TJAM, desembargador Jomar Fernandes, acusou o governador de “possível omissão” por não enviar a proposta de aumento do duodécimo à Aleam, o público já está preparando a pipoca.

O Judiciário diz que mandou o aumento de 8,31% para 9,49%, mas o governador teria feito de conta que o e-mail caiu no spam. Resultado: desembargadores correram para a Aleam com a proposta na mão. E ainda avisaram que vão bater na porta do Ministério Público para que “avalie a conduta do Executivo”.

Os fãs já estão esperando os trailers dos próximos episódios.

E agora, José?

Foto: Divulgação

Como se sabe, Jomar Fernandes e sua tropa de togas correram à Aleam, na terça-feira passada, para entregar pessoalmente o pedido de recomposição orçamentária.

O Tribunal fala em déficit de R$ 109 milhões em 2025 e R$ 180 milhões em 2026.

Se não vier reforço, poderá fechar comarcas, inclusive porque tem juiz acumulando quatro cidades — praticamente um multinível do Poder Judiciário.

Do outro lado, Wilson Lima diz que não dá para alterar nada porque a LDO já foi aprovada, a LOA já está no forno e agora só falta botar o timer. Mas garante que está “aberto ao diálogo”, aquela expressão clássica que na política costuma significar “vamos ver… talvez… quem sabe… depois”.

Será que o próximo capítulo vai ser no Pleno, na Aleam ou no Ministério Público?

O multiverso institucional está aberto.

Internautas indagam: quem pisca primeiro?

Com o TJAM dizendo que o governador pode ter cometido possível improbidade por não encaminhar o documento, e desembargadores fazendo caminhada cívica até a Aleam, o clima nas redes sociais ficou maluco.

Uns apostam que o governador vai dizer que nunca recebeu nada. Outros acham que os desembargadores vão entrar ao vivo na sessão da Aleam pedindo o VAR orçamentário. Já tem até gente sugerindo que o próximo passo é o TJAM criar uma “Proposta Delivery”: paga e chega.

O Amazonas vive esse momento único em que o Orçamento virou uma série dramática com viradas a cada episódio. E o saldo até agora é uma guerra fria institucional.

Menezes, um coronel da pesada

Coronel Alfredo Menezes – Foto: Divulgação

O Festival de Besteiras Políticas que Assola o Amazonas ganhou um episódio inesperado: Coronel Menezes revelou que aceitar ser vice de Roberto Cidade nas eleições municipais de 2024 foi “a pior decisão política dos últimos cinco anos”. A internet ficou chocada.

Do jeito que o coronel falou, parece que estava descrevendo não uma aliança política, mas uma troca equivocada de planos de operadora de celular:“Eu ia ser vereador, estava tudo certo, tudo alinhado… aí nos 42 minutos do segundo tempo o governador me chamou e me convenceu”.

Resultado: mais uma campanha, mais uma derrota, mais uma crise existencial.

E agora, aliados do coronel juram que ele mira 2026, Provavelmente no currículo dele já está constando “especialista em disputar eleições sem vitória”.

Nas redes, o público dividiu-se entre risadas e pena. E Roberto Cidade?

Seus apoiadores dizem que ele dá de ombros, fazendo cara de “eu também queria esquecer essa parceria”.

TCE-AM aperta o parafuso da SEPET

Foto: Divulgação

E não é que um recente edital da SEPET virou alvo do TCE-AM? O chamamento público nº 001/2025 está tão incompleto que alguns dizem que parece até aqueles trabalhos de escola feitos às pressas na madrugada: sem planta baixa, sem lista de equipamentos, sem planilha financeira. Só faltou entregar no papel rasgado de caderno.

Teve representante dizendo que o edital é “deficiente, incompleto e inconsistente”. O que, convenhamos, já poderia ser o slogan da SEPET no momento.

O TCE olhou o documento, respirou fundo e decidiu: Medida cautelar? Não.

Prosseguir com a investigação? Sim.

Ou seja: é como dizer “não vou suspender a festa, mas o som está no último volume e o síndico já sabe”.

Enquanto isso, a SEPET deve estar procurando descobrir agora, às pressas, onde foi parar a bendita planta baixa. Deve estar em alguma gaveta escondida entre boletos e ração.

Tarumã: Beverly Hills do tráfico

Foto: Divlgação

O bairro do Tarumã, onde os condomínios têm nome em inglês e piscina de borda infinita, virou o CDL do crime organizado: Centro de Distribuição e Logística.

Antes era mansão, lancha, SUV, quadra de tênis. Agora é cocaína preta, munição, laboratório improvisado e skunk premium.

A elite do narcotráfico descobriu que esconder drogas em mansões de luxo é muito mais confortável do que nos mocós tradicionais. Tem ar-condicionado, porteiro 24h e piscina, tudo para facilitar a vida do “empreendedor do crime”.

Enquanto isso, apreensões e mais apreensões mostram que o Tarumã virou praticamente um entreposto logístico com varanda gourmet.

Manaus não enfrenta só criminosos: enfrenta criminosos profissionalizados, organizados, com estoque rotativo e possivelmente até com planilha no Excel.

E o mais irônico? No Tarumã, o crime não se esconde no mato. Se esconde atrás de guaritas, muros altos e condomínios com nome de condomínio da Flórida.

O luxo, nesses dias, é só uma cortina bonita para encobrir o caos.

Marina e suas lágrimas de crocodilo

Foto: Divulgação

É realmente emocionante — digno de Oscar. Para as plateias internacionais, a ministra Marina Silva soube chorar no tom perfeito, protestando contra os combustíveis fósseis, como destacou o site ((o))eco.

Pena que essa comoção cinematográfica nunca apareça quando o tema é bem menos glamuroso: os 30 milhões de brasileiros da Amazônia, que seguem isolados do próprio país porque a BR-319 continua interditada pela burocracia, pelo abandono e décadas de discursos sustentáveis demais para permitir uma estrada.

As lágrimas de Marina têm um padrão climático curioso: só caem quando há câmeras estrangeiras, auditórios globais e aplausos garantidos.  Na Amazônia real, a que não tem painel de LED nem tradutor simultâneo, onde chuva não falta, nunca se viu sequer uma garoa simbólica de empatia ministerial.

Manaus de remendos logísticos

Foto: Divulgação

Enquanto Belém discutiu o futuro da humanidade dentro de tubos climatizados, com ar puríssimo e café internacional, Manaus continuou dependendo de balsas, improvisos logísticos e da torcida para que o rio não baixe demais.

Mas para Marina Silva, isso tudo é detalhe geográfico. Manaus, afinal, não aparece nos relatórios das COPs.

O mundo assistiu à ministra emocionada no encerramento da COP30.

A Amazônia segue esperando há décadas o mesmo entusiasmo para algo simples e básico: uma estrada que conecte a região ao resto do Brasil, permitindo dignidade, mobilidade e desenvolvimento que não dependa da maré.

Se as lágrimas derramadas em Belém realmente significam alguma coisa, talvez um dia escorram também por quem vive na floresta e não apenas pela imagem poética que se projeta sobre ela. Na cronologia das grandes comoções globais, a BR-319 segue fora do roteiro emocional de Marina.

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