
O auditório da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) tornou-se o epicentro das discussões sobre governança e ética na administração federal nesta quarta-feira, 11/3. A abertura oficial da 9ª Reunião do Fórum de Corregedorias da Área Econômica (FOCO.E+) reuniu as principais lideranças de controle do país para um intercâmbio de experiências.
O objetivo central é tornar a máquina pública mais eficiente e transparente. O evento ocorre em um momento estratégico, onde a integridade institucional e o combate rigoroso ao assédio são exigências crescentes da sociedade.
A mesa de honra contou com nomes de peso, incluindo a corregedora-geral da União, Fernanda Álvares da Rocha, e representantes da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério da Fazenda. A presença dessas autoridades em Manaus reforça a relevância da autarquia amazonense no cenário nacional, não apenas como gestora de incentivos fiscais, mas como um modelo de governança que busca reduzir as desigualdades regionais com responsabilidade ética.
Integração e dignidade
Durante a solenidade, o superintendente-adjunto executivo da Suframa, Luiz Frederico Aguiar, destacou que o projeto da Zona Franca de Manaus (ZFM) é um motor de dignidade para o povo da Amazônia. Com 132 mil empregos diretos no Polo Industrial de Manaus (PIM) e outros 16 mil especialistas em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), a autarquia entende que a modernização correcional é a base para o desenvolvimento sustentável.
“Eventos como este são fundamentais para nos tornarmos uma entidade mais eficiente, combatendo o assédio e aprimorando nossas causas de correição”, pontuou Luiz Frederico Aguiar.
O pensamento é compartilhado pelo corregedor da autarquia, Ederson Almeida de Souza, que vê no fórum a oportunidade ideal para consolidar as políticas de integridade e fortalecer a atuação conjunta com órgãos federais.
Trabalho em rede
A integração é a palavra de ordem para a Controladoria-Geral da União (CGU). Para a corregedora-geral Fernanda Álvares da Rocha, o sistema de correição do Poder Executivo Federal é vasto e exige uma atuação em rede para que os resultados sejam efetivos.
O trabalho colaborativo do FOCO.E+ permite que instituições de diferentes naturezas, desde ministérios até empresas públicas como BNDES e Caixa Econômica Federal, falem a mesma língua sobre ética administrativa.
A programação do evento abordou temas sensíveis e urgentes para o serviço público moderno:
- Combate ao assédio moral e sexual nas instituições públicas e privadas.
- Aplicação rigorosa da Lei Anticorrupção (LAC) no ambiente corporativo.
- Oficinas sobre publicidade de dados respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
- Fortalecimento dos mecanismos de integridade e transparência ativa.
Protocolos de intenções
Um dos marcos desta edição em Manaus foi a assinatura de um protocolo de intenções entre o Fórum de Corregedorias da Área Econômica e o Fórum Nacional de Corregedorias das Empresas Estatais. Esse movimento busca unificar critérios de fiscalização e punição, garantindo que o dinheiro público seja gerido com o máximo rigor.
A agenda segue até esta quinta-feira, 12/3, com debates sobre os limites da atuação correcional e a palestra de encerramento de Mário Vinícius Claussen Spinelli, autoridade em governança que já atuou na Petrobras.
O encontro deixa claro que a correção não deve ser vista apenas como um instrumento de punição, mas como uma ferramenta de melhoria da gestão. Ao sediar um evento desta magnitude, Manaus se posiciona como protagonista no debate sobre como a tecnologia e a integridade podem caminhar juntas para transformar a realidade da Amazônia e de todo o Brasil.
Fique por dentro
O Fórum de Corregedorias da Área Econômica (FOCO.E+) possui atualmente 26 signatários entre ministérios, fundações e sociedades de economia mista como o Banco do Brasil e o Banco da Amazônia. O objetivo permanente do grupo é a capacitação técnica para aprimorar o combate à corrupção e ao assédio dentro da administração federal. Além dos painéis teóricos, os participantes realizaram visitas técnicas ao Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) e a fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM) para entender na prática o impacto social da governança regional.










