Seguro Transporte tem alta de 46% no Norte do Brasil

Amazonas, Pará e Rondônia representam 90% da demanda pelo produto na região

Foto: Divulgação

Região Norte registra o maior crescimento na demanda pelo Seguro Transporte no Brasil entre janeiro e maio de 2024. Segundo Levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), as seguradoras tiveram um avanço de 46% na arrecadação, passando de R$ 46,2 milhões em 2023 para R$ 67,5 milhões este ano. No consolidado de todos os estados e o Distrito Federal, a alta foi de 4,6%, totalizando R$ 2,4 bilhões.

Dos estados nortistas, com R$ 43,1 milhões, o Amazonas teve a maior arrecadação, seguido pelo Pará com R$ 14,3 milhões e Rondônia com R$ 4,0 milhões. Juntos, eles são responsáveis por quase 90% da demanda do Seguro Transporte na região. Emerita Lyra, diretora-executiva do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne), explica que o fato do Norte ser cortado por diversas rodovias e hidrovias favorece a oferta deste seguro na região, principalmente na modalidade Transportador – quando a mercadoria é de terceiros -, que concentra o maior volume de arrecadação de prêmio do ramo de seguro de transporte no Norte do país.

“O Pará, Amazonas e Rondônia concentram cerca de 80% do PIB de toda a Região Norte, com a economia baseada em mineração, agricultura e pecuária. A maior parte da produção é comercializada e escoada para grandes centros econômicos do Brasil, e é aí onde entram os seguros de transporte. Apesar do crescimento, ainda há muito o que desenvolver na região. O setor de seguros tem muito potencial”, afirma Lyra.

O aumento na procura pelo Seguro Transporte também pode ser explicado pela maior preocupação de transportadoras com a segurança financeira do negócio e pela aplicabilidade da Lei 14.599/23, que trouxe mudanças com relação à contratação de seguros de carga.

Pela nova lei, as transportadoras devem contratar obrigatoriamente três novos tipos de seguros de responsabilidade civil: para cobrir perdas ou danos à carga decorrentes de colisão, abalroamento, tombamento, capotamento, incêndio ou explosão; para proteção contra roubo, furto simples ou qualificado, apropriação indébita, estelionato e extorsão simples ou mediante sequestro que afetem a carga durante o transporte; e para cobrir danos corporais e materiais causados a terceiros pelo veículo utilizado no transporte rodoviário de cargas.

Os sete estados do Norte somam 13.858 quilômetros de rodovias e mais de 32.482 quilômetros de hidrovias sob a administração do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Este ano, o Governo Federal estima o investimento de R$ 3,77 bilhões, do total de R$ 24 bilhões, nas rodovias. A melhoria nas estradas pode reduzir o índice de acidentes e na otimização no tempo da entrega das cargas, o que se reflete na redução do pagamento de indenizações.

De janeiro a maio de 2024, o crescimento no pagamento de indenizações do produto na região foi de 4%, passando de R$ 22,6 milhões em 2023 para R$ 23,5 milhões este ano. Nacionalmente, no período, foi identificada uma redução de 1,8%, passando de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,1 bilhão. São três as modalidades de seguro Transporte: Embarcador Nacional e Embarcador Internacional, que são seguros contratados pelo dono da carga e são obrigatórios caso este seja pessoa jurídica, com exceção aos órgãos públicos; e o Transportador, que é um seguro de responsabilidade civil contratado pelo transportador da carga.

De acordo com Marcos Siqueira, presidente da Comissão de Seguro Transporte da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o seguro transporte é a garantia de recuperação das perdas e danos causados às mercadorias durante o transporte em viagens aquaviárias, terrestres e aéreas. “É um seguro que tende a expandir mais em regiões onde há grande fluxo de matérias-primas e há, também, um investimento crescente na infraestrutura dos diversos modais, como é o caso da Região Norte”, explica.

Sobre a CNseg

A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) congrega as empresas que compõem o setor, reunidas em suas quatro Federações (FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap). A missão central da CNseg é prover serviços que melhoram a vida das pessoas e a realização dos negócios, permitindo o crescimento da economia brasileira. Acompanhe as novidades sobre o trabalho da CNseg no site cnseg.org.br ou no portal noticiasdoseguro.org.br, maior hub de notícias sobre o setor. Siga ainda os canais da CNseg no FacebookLinkedInInstagram e Youtube.

Sobre a FenSeg

A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) representa mais de 90 ramos no segmento de seguros gerais, abrangendo danos e responsabilidade civil, que se traduzem em coberturas para automóveis, satélites, residências, obras de infraestrutura, produção agrícola, aparelhos celulares, riscos cibernéticos e tantos outros. Tem como missão ser a porta-voz de suas associadas perante o Poder Público, buscando o fortalecimento de suas relações com a sociedade, de forma a contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

Sobre o Sindsegnne

Fundado em 15/03/1956, o Sindsegnne nasceu com o objetivo de coordenar, proteger e representar legalmente a categoria econômica de seguros privados e capitalização perante os poderes públicos, autoridades constituídas e demais associações. Tem como principal diferencial o desenvolvimento de ações e programas voltados para o fortalecimento do setor, com o objetivo de difundir o produto “seguro” para todos os segmentos da sociedade.

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