Respeito às leis de trânsito é questão de cidadania e segurança em Manaus

Foto: Divulgação/IMMU

As recentes intervenções realizadas pela Prefeitura de Manaus nesta quinta-feira, 8/1, trazem à tona um debate necessário sobre a mobilidade urbana em nossa capital. Mais do que aplicar multas ou realizar remoções, as ações do IMMU (Instituto Municipal de Mobilidade Urbana), expõem um problema crônico de comportamento no trânsito que afeta diretamente a fluidez das vias e a acessibilidade de grupos vulneráveis.

As operações simultâneas na zona centro-sul não foram apenas fiscalizações de rotina. Elas serviram como um lembrete de que o espaço público não pode ser usado de forma egoísta. Quando um condutor decide ignorar uma placa de proibido estacionar ou ocupa uma vaga destinada a quem realmente precisa, ele gera um efeito cascata que prejudica milhares de outras pessoas.

O impacto das irregularidades no cotidiano manauara

O saldo da operação reflete a urgência de uma mudança de postura por parte dos motoristas. O uso de guinchos e a lavratura de dezenas de notificações são respostas diretas ao desrespeito às normas estabelecidas pelo CTB (Código de Trânsito Brasileiro).

  • Quatro veículos foram removidos por estacionamento proibido em vias de grande fluxo como a avenida Constantino Nery e áreas próximas a grandes centros de compras.
  • Pelo menos 18 notificações foram aplicadas para condutores que insistiam em obstruir passagens estratégicas.
  • Cerca de 20 autuações ocorreram em supermercados pelo uso indevido de vagas exclusivas.

Esses números mostram que o estacionamento irregular não é um deslize isolado, mas uma prática que compromete a segurança de pedestres e a fluidez de quem precisa cumprir horários em uma cidade que já sofre com gargalos logísticos.

O dever de proteger as vagas especiais

Um dos pontos mais sensíveis da fiscalização realizada pelo IMMU nesta semana envolveu as vagas destinadas a idosos e pessoas com deficiência. É inaceitável que, em pleno 2026, ainda seja necessário mobilizar equipes de trânsito para garantir que essas vagas não sejam invadidas por quem não possui a credencial obrigatória.

O uso dessas vagas sem autorização é uma infração gravíssima que fere o direito à acessibilidade. A fiscalização em estabelecimentos comerciais, como os supermercados visitados pelas equipes, é essencial para que a lei seja cumprida não apenas nas ruas, mas também em áreas privadas de uso coletivo. O respeito a esses espaços é o teste básico de empatia e cidadania que muitos motoristas ainda falham em passar.

Organização urbana para uma cidade mais justa

O vice-presidente de trânsito do órgão, Lêda Júnior, acertou ao afirmar que tais medidas preservam vidas e organizam o espaço público. Uma Manaus mais acessível depende de uma fiscalização rigorosa e permanente, mas depende principalmente da consciência de cada cidadão.

A sinalização existe para garantir que o trânsito flua e que todos possam se deslocar com segurança. Ignorar uma placa R-6a ou ocupar uma vaga preferencial sob a desculpa de que será apenas por um minuto é uma atitude que desrespeita o coletivo. Que as ações desta quinta-feira sirvam de exemplo e que a presença constante dos agentes do IMMU ajude a moldar um trânsito mais humano e organizado para todos os manauaras.

Por Marcelo Lima/IMMU

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