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Reforma de feiras e promessas de café equilibram balanço de gestão em Manaus

Foto: Dhyeizo Lemos / Semcom

A entrega da nova feira municipal do Mundo Novo, no bairro Nova Cidade, nesta quinta-feira (26/2), surge como mais um capítulo da estratégia do prefeito David Almeida (Avante) para consolidar uma marca de realizador no comércio popular.

O espaço, que esperou quase três décadas por uma intervenção digna, foi praticamente reconstruído. No entanto, o anúncio vai além da infraestrutura física e toca em um ponto sensível para a economia local: a autossuficiência produtiva e o cumprimento de metas eleitorais.

Um dos destaques do evento foi o anúncio de 10 hectares mecanizados voltados à cultura do café no entorno de Manaus. A proposta tenta diversificar o valor agregado da produção familiar que abastece as feiras da capital.

De acordo com a prefeitura, o salto na produtividade média de alguns agricultores, que saíram de 500 metros quadrados para três mil metros quadrados de área útil, é fruto de assistência técnica e recuperação de solos.

“Aumentamos mais de cinco vezes a produção. Agora estamos implantando a cultura do café para ampliar o valor agregado e aumentar a renda desses agricultores”, afirmou David Almeida.

Metas do governo

Ao apresentar os dados de sua execução administrativa, o prefeito jogou fichas altas no tabuleiro político. Segundo David Almeida, em pouco mais de um ano da atual etapa de gestão, 40% do plano de governo já foi cumprido, com outros 45% em andamento. A meta é chegar ao fim de 2026 com 80% de execução.

“Isso mostra o compromisso da Prefeitura de Manaus em melhorar a vida do povo da nossa cidade”, declarou o prefeito.

Embora o otimismo marque o discurso oficial, a cobrança sobre áreas críticas como saneamento e transporte continuará sendo o contraponto da oposição.

Impacto local

A Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (SEMACC) defende que o volume de obras atual supera as últimas duas décadas. Para os permissionários, a mudança na feira do Mundo Novo é concreta.

  • Infraestrutura: 18 boxes padronizados com revestimento cerâmico e balcões novos.
  • Acessibilidade: banheiros adaptados e estacionamento para os clientes.
  • Modernização: sistemas elétrico e hidráulico totalmente substituídos.

Análise política

O desafio de David Almeida até o encerramento do ciclo em 2026 será provar que a reestruturação das feiras é uma política sustentável e não apenas uma entrega isolada. A modernização do Mundo Novo é uma vitória para a Zona Norte, mas a pressão por resultados no “cinturão do café” e a vigilância sobre os percentuais do plano de governo manterão a gestão sob um holofote constante. Em Manaus, cada box entregue é um movimento calculado no tabuleiro político.

ASCOM: Emanuelle Baires/Semcom-Prefeito e Polyana Brelaz/Semacc

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