
A modernização da infraestrutura energética em Manaus ganha um novo capítulo nesta quarta-feira, 7/1, com o retorno das atividades da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás). Após o intervalo das festas de fim de ano, a concessionária concentra esforços na implantação do “Gasoduto Norte-Leste”, um projeto ambicioso que promete transformar o fornecimento de combustível em áreas estratégicas da capital amazonense.
A nova etapa dos trabalhos ocorre na avenida Nossa Senhora da Conceição, no bairro Cidade de Deus. Por ser uma região de intenso movimento comercial e alta densidade de serviços, a empresa adotou um planejamento rigoroso para minimizar os transtornos aos moradores e empreendedores locais. O objetivo central é garantir que o progresso chegue sem interromper o sustento de quem depende daquela via.
Estratégia noturna para preservar o comércio na cidade de deus
Para evitar prejuízos ao fluxo de clientes e garantir a segurança de pedestres e motoristas, as equipes da Cigás atuam no período noturno. A decisão técnica de instalar a infraestrutura na área central da avenida visa preservar integralmente o acesso aos estabelecimentos comerciais.
A previsão é que essa frente de trabalho dure cerca de três meses. Nas próximas semanas, as atividades também serão reiniciadas na avenida José Henrique Bentes, no bairro Colônia Terra Nova. A companhia reforça a necessidade de atenção redobrada dos condutores à sinalização nas áreas de intervenção.
Os principais detalhes técnicos e impactos desta fase incluem os seguintes pontos.
- A extensão total do “Gasoduto Norte-Leste” atinge a marca de 34,5 quilômetros.
- O projeto abrange bairros das zonas norte e leste, com foco no Distrito Industrial 3 e nas rodovias AM-010 e BR-174.
- A nova rede possibilitará o funcionamento da Usina Termelétrica (UTE) Manaus 1, que está em construção.
- A capacidade de geração da usina será de 162,905 megawatts (MW), reforçando a estabilidade energética da cidade.
O impacto energético e econômico para as Zonas Norte e Leste
O “Gasoduto Norte-Leste” não é apenas uma obra de engenharia civil, mas um motor de desenvolvimento econômico sustentável. Por ser o gás natural o mais limpo entre os combustíveis fósseis, sua expansão contribui diretamente para a redução da emissão de poluentes no ambiente urbano de Manaus.
Além do ganho ambiental, a obra amplia significativamente o nível de segurança da Rede de Distribuição de Gás Natural (RDGN). A nova infraestrutura garante maior escoamento e pressão para o atendimento de indústrias e serviços, tornando a região mais atrativa para novos investimentos.
Com a conclusão das etapas previstas para este ano de 2026, a capital consolida sua posição como um polo tecnológico e industrial que utiliza matrizes energéticas mais eficientes. A retomada das obras simboliza o compromisso com uma cidade mais conectada e preparada para os desafios do futuro.











