Por que o ser humano insiste em não dar o crédito a Deus?

É comum celebrarmos conquistas pessoais, avanços profissionais e vitórias financeiras. No entanto, existe uma linha tênue entre a alegria legítima da conquista e a atitude espiritual de tomar para si o crédito que pertence a Deus. A Bíblia aborda repetidamente a tendência humana de esquecer a Fonte de suas bênçãos e atribuir o sucesso exclusivamente à própria força ou inteligência.

Esse comportamento não é apenas um lapso de memória, mas é apontado nas Escrituras como uma falha espiritual grave, muitas vezes enraizada no orgulho. Quando o homem se coloca no centro do palco, ele desloca o Criador, esquecendo que até mesmo a capacidade de respirar e trabalhar é um dom concedido.

O perigo do esquecimento e a autossuficiência

O livro de Deuteronômio traz um dos alertas mais claros sobre esse risco. O texto descreve o momento em que o povo de Israel estava prestes a entrar na Terra Prometida e desfrutar de abundância. A advertência divina foca justamente na facilidade com que o ser humano esquece quem o sustentou durante o deserto.

A passagem de Deuteronômio 8:17-18 diz claramente para que não digas no teu coração que a tua força e a fortaleza do teu braço adquiriram tais riquezas. O texto continua lembrando que é o Senhor quem dá força para adquirir poder e bens.

Isso nos ensina que o talento, a saúde para acordar cedo e a inteligência estratégica não são méritos puramente humanos, mas ferramentas emprestadas por Deus.

Principais razões bíblicas para esse comportamento

Ao analisarmos as Escrituras, identificamos padrões que levam as pessoas a retirarem o crédito de Deus. Abaixo estão os pontos centrais que explicam essa atitude:

  • A sedução do ego e do poder: A história do rei Nabucodonosor, narrada em Daniel 4:30, exemplifica o auge da soberba. Ao caminhar pelo palácio, ele exaltou a grande Babilônia que ele mesmo havia edificado para a glória de sua majestade. A consequência foi a perda imediata de sua sanidade e reino. O desejo de ser reconhecido como o único autor da obra cega o homem para a soberania divina.
  • A falsa sensação de controle: Tiago 4:13-15 alerta sobre aqueles que fazem planos para o futuro com total certeza, como se fossem donos do tempo. O texto bíblico orienta a dizer “se Deus quiser”, reconhecendo que nossa vida é como uma neblina passageira. Acreditar que temos controle total sobre o amanhã é uma forma de usurpar o lugar de Deus.
  • A ingratidão silenciosa: Muitas vezes, não se trata de uma afronta direta, mas de uma ausência de reconhecimento. Em Lucas 17, Jesus cura dez leprosos, mas apenas um volta para agradecer e dar glória a Deus. Os outros nove, embora abençoados, seguiram suas vidas sem creditar o Milagreiro, ilustrando como é fácil usufruir da bênção e ignorar o Abençoador.

Como a bíblia orienta a devolver a glória a quem é de direito

O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 4:7, faz uma pergunta retórica que desmonta qualquer orgulho humano ao questionar o que temos que não tenhamos recebido. Se tudo foi recebido, não há motivo para vanglória.

A mentalidade cristã correta, segundo as Escrituras, não é a de anular o esforço humano, mas de submetê-lo à graça divina. Tiago 1:17 reforça que toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto.

Portanto, o antídoto bíblico para não roubar o crédito de Deus é o exercício constante da gratidão e a humildade de reconhecer que somos apenas cooperadores. Quando o ser humano entende que é um instrumento e não a fonte, ele encontra o equilíbrio perfeito entre trabalhar com excelência e viver com humildade.

  • Se este artigo te ajudou, curta, compartilhe a Palavra de Deus e ajude esta mensagem a chegar a mais pessoas. Amém!

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.