
A Acadêmicos de Niterói resolveu que, se é para desfilar, que seja com tudo: confete, serpentina e 79 minutos de “horário eleitoral gratuito remixado”. O enredo foi uma ode pré-eleitoral a Luiz Inácio Lula da Silva, com direito a refrão repetido mais do que jingle em carro de som de campanha.
Teve ala “neoconservadores em conserva”, com fantasias em forma de lata, ironizando família tradicional, agro, Bíblia e adjacências.
Uns dirão que isso foi uma crítica, outros, provação, e haverá até quem diga que foi uma metáfora culinária? Cada um tempera como quiser.
Carpê reage e acusa “baixaria”

De Manaus, o vereador Capitão Carpê de Andrade (PL) assistiu a badalação a Lula e não gostou. Classificou como “baixaria” e saiu em defesa dos valores cristãos — tudo isso a alguns milhares de quilômetros da Marquês de Sapucaí, mas com sinal de Wi-Fi funcionando perfeitamente.
Enquanto isso, na avenida, tinha bonecão, punho cerrado, estrela vermelha, diretor de bateria fazendo o “L” e até zoológico simbólico. Faltou só distribuir santinho no intervalo entre uma ala e outra.
Resumo da ópera carnavalesca: a escola desfilou no Rio de Janeiro, mas quem ficou incomodado foi Manaus. A Sapucaí agradece a audiência nacional.
Pronto para ser vice, titular, reserva ou centroavante

Na política amazonense, ninguém se candidata a vice. Vice “é convidado”, como bem explicou Bi Garcia. E ele está pronto. Para tudo.
Cotado para compor chapa com Omar Aziz em 2026, Bi adotou o discurso clássico do manual político: “estou à disposição do partido”. Traduzindo do politquês: se chamar, eu vou.
Quatro mandatos em Parintins, base consolidada no Baixo Amazonas, presença em Manaus e capital político embalado para presente. Pode ser vice? Pode. Pode ser candidato a deputado federal? Também pode. Pode ser escalado em “qualquer posição”? Segundo ele, até goleiro se precisar.
Qual a melhor vitrine?
Sem mandato desde janeiro, mas longe de estar fora do jogo, Bi Garcia deixa claro que seu patrimônio político está polido, encerado e pronto para exposição. Só falta definir em qual vitrine a coisa vai se encaixar.
Na política, como no carnaval, quem samba na frente costuma dizer que não ensaiou.
Transparência com multa inclusa

O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas resolveu dar uma aula prática sobre transparência. O ex-prefeito Adenilson Lima Reis foi multado em R$ 17.067,99 por falhas justamente na transparência.
Segundo o TCE, faltou divulgar licitações como manda a Lei de Acesso à Informação. Também faltou responder diligência do próprio tribunal. Resultado: multa dupla e prazo de 30 dias para pagar com comprovante autenticado. Nada de jeitinho.
A ironia é bastante didática: quando a transparência falha, a conta aparece. E aparece com código de barras.
Agora, a Prefeitura de Nova Olinda do Norte terá que reforçar o Portal da Transparência. Porque, no fim das contas, esconder licitação é como esconder carro alegórico na Sapucaí: uma hora todo mundo vê.










