
A tensão ambiental e econômica no interior do Amazonas ganhou um novo capítulo com a denúncia contundente feita pelo senador Plínio Valério (PSDB) em suas redes sociais. O parlamentar expôs o que classifica como uma estratégia de isolamento que pode destruir a base financeira de Barcelos no Amazonas, o segundo maior município do Brasil em extensão territorial.
Segundo o senador, interesses externos estão ditando regras que ignoram a realidade de quem vive na região, gerando um clima de insegurança e indignação popular.
Plínio classificou a situação atual como uma grave ofensa aos moradores do estado. O senador afirma que as ações são coordenadas por organizações não governamentais que exercem influência direta sobre órgãos federais como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O foco dessas entidades seria a demarcação de novas áreas protegidas sem que ocorra o devido diálogo com a sociedade civil organizada de Barcelos.
Economia ameaçada
O grande temor reside na sobrevivência financeira da cidade. Barcelos é reconhecida internacionalmente como a capital da pesca esportiva e o setor é o principal motor da arrecadação municipal.
O senador alerta que se as novas demarcações avançarem conforme o planejado pelas instituições, o município terá 80 por cento de sua área total inutilizada para qualquer tipo de atividade produtiva.
“O que as ONGs querem, o que o Ibama e o ICMBio querem, é isolar Barcelos e acabar com a pesca esportiva por lá”, declarou Plínio ao destacar o risco de paralisia econômica.
Embates judiciais
Diante do que descreve como medidas intempestivas que surgem de cima para baixo, o parlamentar anunciou que já acionou o Poder Judiciário. A principal crítica recai sobre o desrespeito à legislação que exige a consulta prévia aos povos impactados por grandes decisões territoriais.
O senador argumenta que a floresta não deve ser colocada acima da dignidade da população e que o isolamento forçado prejudica milhares de famílias que dependem do uso sustentável do rio e da terra para o seu sustento diário.
Prioridade humana
O posicionamento do senador reforça uma divisão histórica na Amazônia entre a preservação absoluta e o desenvolvimento regional. Plínio Valério defende que o seu mandato é uma ferramenta de luta por quem se sente invisível perante as políticas ambientais elaboradas em Brasília.
Para ele, é necessário pensar no povo em primeiro lugar para que a conservação tenha valor real e social. A batalha agora segue nos tribunais enquanto a comunidade aguarda uma definição que garantirá o direito de continuar exercendo as suas atividades tradicionais.









