
A Petrobras comunicou nesta terça-feira (6/1) que houve um vazamento de fluido de perfuração no poço “Morpho”, que faz parte do projeto na “Margem equatorial”. O incidente foi registrado no último domingo (4/1) em uma área localizada a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. A companhia agiu rapidamente para conter o problema e assegurou que não houve derramamento de petróleo no mar.
O problema técnico ocorreu em duas linhas auxiliares que conectam a sonda “ODN II” ao poço em atividade. De acordo com a estatal, o material que escapou é um fluido utilizado para lubrificar e resfriar as ferramentas de perfuração. Em nota oficial, a petroleira garantiu a segurança das instalações e afirmou que “Não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração”.
Esclarecimentos sobre o material e as medidas de segurança
Para oferecer mais transparência sobre o ocorrido, a Petrobras detalhou as características do material e as próximas etapas do trabalho na região.
- O fluido liberado possui base sintética e composição biodegradável para reduzir impactos
- O material segue rigorosamente os limites de toxicidade permitidos pelos órgãos ambientais
- As linhas afetadas serão trazidas para a superfície para passar por avaliação e reparos
- O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi notificado e acompanha o caso
- As atividades de perfuração foram suspensas temporariamente para garantir a integridade da operação
- A previsão é que os trabalhos sofram um atraso de dez a quinze dias para a conclusão dos consertos
A Petrobras reforçou que todos os protocolos de segurança foram seguidos. Segundo a empresa, não há danos ao meio ambiente ou riscos para os profissionais envolvidos na exploração da foz do Amazonas. Os equipamentos devem passar por uma perícia detalhada antes do retorno das atividades no poço.











