
A encenação de uma das histórias mais conhecidas da humanidade ganhou contornos dramáticos e reais na última segunda feira, dia trinta. O ator Henri Castelli, que dá vida ao personagem Jesus no espetáculo “A Paixão de Cristo”, enfrentou um momento de perigo genuíno durante a apresentação em Lindóia, no interior de São Paulo (SP). O que deveria ser apenas um efeito cênico se transformou em um princípio de incêndio que atingiu o figurino do artista, espalhando apreensão entre o público e os colegas de elenco.
Pânico no palco
O incidente ocorreu de forma súbita enquanto a plateia acompanhava atentamente a performance. Imagens registradas por espectadores mostram o exato momento em que Henri Castelli foi envolvido por fumaça e pequenas chamas. O susto foi imediato, pois a proximidade do fogo com o corpo do ator trouxe o risco de queimaduras graves. A rapidez com que a situação evoluiu testou não apenas o profissionalismo dos envolvidos, mas também os protocolos de emergência do evento.
Falha técnica
De acordo com a produção, o fogo teve origem em um dispositivo de fumaça cênica. O equipamento utiliza uma reação química que gera fagulhas, algo comum em grandes produções teatrais. No entanto, um fator externo foi determinante para o acidente, que foi a força do vento no local. As rajadas empurraram o tecido do figurino contra o aparelho, iniciando a combustão. O episódio levanta uma discussão necessária sobre os limites do uso de efeitos pirotécnicos em palcos abertos, onde as condições climáticas são imprevisíveis.
Segurança garantida
Apesar da gravidade visual das chamas, a tragédia foi evitada graças à prontidão dos brigadistas. Os profissionais de segurança agiram com extrema agilidade para controlar o fogo e garantir que ninguém saísse ferido. O trabalho de prevenção se mostrou eficaz, permitindo que tanto o elenco quanto as centenas de pessoas presentes saíssem ilesos da situação. O gerenciamento de riscos em espetáculos desse porte é fundamental, especialmente em montagens que utilizam estruturas cenográficas com mais de 500 metros quadrados.
Turnê confirmada
Mesmo com o trauma do ocorrido, a produção decidiu manter o cronograma das apresentações gratuitas. O espetáculo, que conta com a participação de cerca de 165 atores locais, segue o seu formato itinerante. Os próximos destinos da montagem são as cidades de Socorro (SP) e Monte Sião, em Minas Gerais (MG). A última encenação está prevista para acontecer no Domingo de Páscoa, dia quatro, reforçando o compromisso da equipe em levar a tradição religiosa ao público regional sem interrupções.










