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O plano ousado de Trump para a América Latina e o cerco militar aos cartéis

Presidente Donald Trump – Foto: Divulgação/ Redes Sociais/ X

A recente cúpula realizada no Trump National Doral Miami marcou um ponto de virada na política externa dos Estados Unidos para a nossa região. O presidente Donald Trump reuniu cerca de quinze líderes latino-americanos conservadores para lançar o programa “Escudo das Américas”.

Essa aliança militar anticartel propõe uma abordagem radical para a segurança continental ao mesmo tempo em que a Casa Branca anuncia negociações surpreendentes com Cuba e formaliza o reconhecimento do Governo da Venezuela sob o comando de Delcy Rodríguez.

O encontro contou com presenças de peso da direita regional como Javier Milei da Argentina e Nayib Bukele de El Salvador e o recém-eleito presidente do Chile José Antonio Kast. Líderes do Equador do Paraguai de Honduras e da República Dominicana também marcaram presença. A grande ausência foi a presidente mexicana Claudia Sheinbaum.

Trump foi categórico ao explicar que o México não foi convidado porque rejeitou a ajuda dos Estados Unidos no combate ao crime organizado demonstrando que a nova diplomacia americana não terá espaço para meias medidas.

Aliança militar inédita

O grande foco da reunião foi a consolidação de uma frente armada com o objetivo claro de eliminar os cartéis do mundo ocidental.

Segundo Donald Trump dezessete nações já aderiram formalmente ao projeto. O presidente americano deixou a diplomacia tradicional de lado ao fazer uma afirmação forte e direta sobre os métodos que serão empregados.

“A essência do nosso acordo é o compromisso de usar a força militar letal para destruir os cartéis sinistros e as redes terroristas”, afirmou Trump durante o evento.

Vale destacar que o mesmo resort em Miami será o palco da cúpula do Grupo dos Vinte (G20) no final deste ano o que reforça o local como um novo centro de decisões geopolíticas globais.

Nova fase na Venezuela

O discurso também trouxe revelações impactantes sobre a ilha caribenha. Trump declarou que Cuba vive seus últimos momentos e confirmou negociações diretas por meio do secretário de Estado Marco Rubio.

“Eles querem negociar e penso que será muito fácil chegar a um acordo”, declarou o presidente sugerindo até mesmo uma possível transição amigável de controle do território cubano.

Na mesma toada o governo americano reconheceu oficialmente a gestão de Delcy Rodríguez na Venezuela. O país sul-americano passa por um processo de transição supervisionado por Washington após a prisão de Nicolás Maduro. Um acordo envolvendo o ouro venezuelano também foi anunciado mas os detalhes precisos ainda não foram revelados.

O presidente do Panamá José Raúl Mulino também ouviu de Trump que influências estrangeiras hostis não serão toleradas no Canal do Panamá classificado pelo republicano como o seu canal preferido.

Ofensiva no Oriente Médio

Além das questões continentais a cúpula serviu para atualizar o mundo sobre a “Operação Fúria Épica”. Trump detalhou os bombardeios recentes dos Estados Unidos contra o Irão afirmando que quarenta e dois navios militares iranianos foram destruídos em apenas três dias de ofensiva.

A postura americana reflete uma retórica de força máxima. Em uma rede social o presidente já havia declarado que o Irão deixou de ser o valentão do Oriente Médio para se tornar o perdedor da história. Essa fala faz referência ao recente pedido de desculpas do presidente iraniano aos países do Golfo Pérsico após os ataques que elevaram a tensão global na última semana.

Podemos resumir os principais pontos desta profunda mudança geopolítica para facilitar o entendimento do novo cenário.

  • Segurança: A nova aliança foca no combate armado e letal contra o crime organizado na região.
  • Diplomacia: As negociações com Cuba e o reconhecimento de Delcy Rodríguez rompem paradigmas históricos e redesenham alianças.
  • Exclusão: A ausência do México sinaliza uma ruptura na estratégia conjunta de segurança de fronteira.

Fique por dentro

A política internacional está passando por transformações rápidas que afetam diretamente a economia e a segurança de toda a América Latina. Continuaremos acompanhando os desdobramentos desta aliança militar e as novas relações diplomáticas para trazer análises profundas e imparciais para você leitor.

Fonte: https://pt.euronews.com/2026/03/08/cuba-vai-cair-muito-em-breve-diz-trump-na-criacao-da-alianca-escudo-das-americas

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