
A vitória expressiva por 3 a 0 sobre o Cusco FC garantiu os pontos necessários para colocar a equipe carioca muito perto da liderança geral da fase de grupos da Copa Libertadores.
O elenco comandado por Leonardo Jardim atingiu a marca de 16 pontos na tabela de classificação após o confronto realizado na noite desta terça-feira, 26/5.
o entanto, o torcedor que acompanhou os noventa minutos sabe que o resultado final não reflete o drama e a oscilação demonstrados no gramado.
O futebol apresentado expôs velhos problemas de conclusão de jogadas que irritaram o público presente.
As vaias merecidas
O primeiro tempo desenhou um cenário de ataque contra defesa onde a eficiência passou longe do lado mandante. A falta de pontaria irritou profundamente os torcedores que lotaram o estádio na noite de terça-feira.
- Domínio estéril: a equipe reteve a posse de bola e se instalou no campo de ataque, mas parou na linha defensiva adversária e nos próprios erros de execução.
- Chances perdidas: o meia De la Cruz viu a melhor oportunidade da primeira etapa ser salva em cima da linha pela zaga peruana.
- Protesto da torcida: a insistência em falhas individuais fez o elenco caminhar para o vestiário sob uma sonora vaia ecoando no Maracanã.
A postura ofensiva sem produtividade acendeu o sinal de alerta sobre a capacidade do time de furar retrancas bem postadas.
A redenção tardia
A insistência continuou na etapa complementar com Emerson Royal e Pedro desperdiçando oportunidades claras diante da meta. A partida só encontrou um rumo definitivo quando o relógio já marcava 35 minutos do segundo tempo.
- O herói da noite: Bruno Henrique se transformou no grande nome do confronto ao balançar as redes duas vezes em um intervalo de quatro minutos.
- Alívio em cobrança: o meia Paquetá fechou a contagem convertendo uma penalidade máxima aos 44 minutos.
- Oportunismo puro: o gol que abriu o caminho surgiu após uma jogada confusa na área que terminou com o camisa 27 empurrando a bola para o fundo da rede.
Embora o placar sugira uma goleada tranquila, a calmaria só se estabeleceu nos instantes finais do duelo.
Os destaques negativos
Nem todos os atletas conseguiram acompanhar o ritmo de celebração no encerramento da rodada. A atuação de algumas peças individuais gerou contestações pesadas vindo das arquibancadas.
- Substituição sob protesto: o atacante Luiz Araújo produziu muito pouco enquanto esteve em campo e deixou o gramado debaixo de vaias aos 15 minutos do segundo tempo.
- Reclamação com o apito: a arbitragem irritou o elenco e o público ao aplicar apenas cartão amarelo em Juan Tévez após um pisão forte no tornozelo do espanhol Saúl Ñíguez.
A liderança isolada na classificação geral da competição continental agora depende dos tropeços dos argentinos Independiente Rivadavia e Rosario Central. Ambos jogam nesta quarta-feira, mas entram em desvantagem no saldo de gols em relação ao clube brasileiro.










