
O tabuleiro da economia global sofreu uma mudança drástica nesta semana com a decisão definitiva do Paraguai. Ao ratificar o acordo entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia (UE), o país vizinho acionou o gatilho que faltava para consolidar um bloco comercial sem precedentes. A votação no parlamento de Assunção aconteceu nesta última terça-feira, 17/3, e contou com uma aprovação massiva que enterra anos de incertezas diplomáticas.
A decisão paraguaia não é apenas um trâmite burocrático mas um posicionamento político estratégico em um momento de fragmentação mundial. O fechamento dessa etapa sinaliza que a América do Sul decidiu se integrar de vez às cadeias de consumo europeias.
“Em vez do isolacionismo, que está a aumentar, estamos a optar pelo multilateralismo”, afirmou o eurodeputado centrista Raúl Benítez ao explicar a importância da votação.
O peso de um mercado gigante
Com o aval de todos os membros do bloco sul-americano, o foco agora se volta exclusivamente para o Parlamento Europeu. Se aprovado em sua totalidade, o tratado dará vida a um mercado que abrange quase 20% do Produto Interno Bruto (PIB) global. Para o Brasil e seus vizinhos, isso significa acesso facilitado a tecnologias e investimentos, enquanto para os europeus representa a chance de retomar o protagonismo diante do avanço da China e dos Estados Unidos.
Apesar do otimismo, o caminho não foi livre de obstáculos e o texto enfrentou barreiras severas nos últimos meses. O governo da Hungria liderou uma oposição ferrenha ao projeto sob a justificativa de proteger os agricultores locais da concorrência dos produtos sul-americanos. No entanto, o senso de urgência por competitividade falou mais alto nas reuniões de cúpula realizadas em janeiro.
Existem pontos fundamentais que explicam por que este acordo é tão transformador para a região:
- Redução gradual de tarifas para exportação de carnes e grãos.
- Abertura de novos mercados para o setor de serviços e tecnologia.
- Padronização de regras ambientais para garantir a sustentabilidade das trocas.
- Aumento da segurança jurídica para empresas europeias investirem no continente.
O futuro da integração regional
O próximo passo agora depende da agilidade em Bruxelas. O mundo observa atentamente como essa nova potência comercial vai se comportar em um cenário de inflação e transição energética. A entrada em vigor desse pacto coloca o Paraguai e seus parceiros em uma posição de destaque no comércio internacional, deixando para trás o fantasma do atraso logístico e tarifário.
Fonte: https://pt.euronews.com/2026/03/18/paraguai-da-luz-verde-ao-acordo-mercosul-ue










