
A Suframa visitou, nesta quarta-feira (7/1), o Estaleiro Juruá, localizado no distrito de Cacau Pirêra, em Iranduba, para conhecer os processos produtivos e os projetos de expansão da empresa, referência na indústria naval da região Norte. A agenda também serviu para alinhar o apoio da Autarquia à inauguração do novo instituto do empreendimento, prevista para fevereiro de 2026.
A comitiva foi liderada pelo superintendente Bosco Saraiva e contou com a presença de superintendentes-adjuntos e coordenadores de áreas estratégicas. Recepcionados pela diretoria do estaleiro, os servidores da Suframa conheceram a robusta estrutura de 200 mil metros quadrados situada à margem direita do Rio Negro. O estaleiro emprega atualmente cerca de 2.300 colaboradores e destaca-se pelo processamento de 36 mil toneladas de aço por ano, utilizando tecnologias avançadas como corte a plasma de alta precisão.
Projetos estratégicos e expansão da frota mineral
Durante a visita, a comitiva conheceu detalhes de um dos principais contratos atuais da empresa, o projeto da “LHG Mining”, considerado um dos maiores empreendimentos hidroviários do país. O contrato prevê um total de 128 balsas mineraleiras. Dessas, 20 unidades foram entregues em 2025 e a previsão é de que outras 58 balsas sejam entregues ao longo de 2026.
Além disso, foi destacado o sucesso do “Projeto do Navio Salineiro”, entregue no ano passado, consolidando a capacidade da indústria amazonense em atender demandas complexas. A operação industrial no local é intensa, com o setor de corte atuando em três turnos para garantir o fluxo contínuo de peças para essas grandes construções navais.
Inauguração do novo instituto e formação profissional
Um dos pontos altos da visita foi a apresentação das iniciativas de Responsabilidade Social da empresa. A Suframa conheceu o projeto do instituto próprio do Estaleiro Juruá, agendado para inaugurar em fevereiro. O objetivo é institucionalizar a capacitação de jovens aprendizes e ajudantes de montagem para potencialmente contribuir nos quadros da empresa. Atualmente, o estaleiro tem 300 vagas abertas para cargos de montador e soldador naval.
De acordo com o superintendente Bosco Saraiva, o Estaleiro Juruá é um exemplo de como o modelo “Zona Franca de Manaus” dissemina benefícios para diversas cidades da Amazônia.
“Ver uma indústria naval deste porte investindo não apenas em aço e navios, mas também na formação técnica de jovens do município do Iranduba, mostra o compromisso do setor produtivo com o futuro da nossa região”, avaliou Saraiva.
ASCOM











