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O empate amargo em São Januário e o sinal de alerta para o planejamento do Vasco

Brenner lamenta oportunidade perdida na partida entre Vasco e Madureira - Foto: Thiago Ribeiro/ Agif/Gazeta Press

O torcedor que foi a São Januário esperando uma vitória tranquila contra o Madureira saiu com um gosto amargo na boca. O empate sem gols, válido pela penúltima rodada da Taça Guanabara, foi um daqueles jogos que deixam mais perguntas do que respostas. Embora o contexto de início de temporada e o uso de uma equipe alternativa sirvam como justificativa técnica, o desempenho em campo mostrou que o equilíbrio entre poupar atletas e manter a competitividade ainda é um desafio para Fernando Diniz.

O ponto conquistado mantém o Gigante da Colina na zona de classificação, mas o desperdício de oportunidades e as falhas individuais ligam um sinal de alerta. Em um campeonato onde cada ponto define o mando de campo nas semifinais, tropeçar em casa contra um adversário de menor investimento é um luxo que o planejamento do clube não deveria permitir.

Pênalti perdido e a falta de pontaria

O destino da partida poderia ter sido traçado logo aos seis minutos. O pênalti sofrido por Nuno Moreira era a chance de ouro para o Vasco ditar o ritmo e forçar o Madureira a sair para o jogo. No entanto, a cobrança de Puma Rodríguez parou nas mãos do goleiro Neguete, que se tornou o grande personagem da noite.

A falta de efetividade não parou por aí. O volume de jogo existiu, mas a bola teimou em não entrar.

  • Três bolas na trave: O azar também jogou contra, com finalizações de Johan Rojas e Nuno Moreira carimbando o poste.
  • Destaque do goleiro adversário: Neguete operou milagres, impedindo inclusive o gol no rebote do estreante Brenner.
  • Dificuldade na criação: Sem a criatividade de Coutinho, o time abusou de cruzamentos e chutes de longe, faltando infiltração organizada.

Erros de saída e o risco desnecessário

Um dos pontos mais criticados na filosofia de Fernando Diniz é a insistência na saída de bola curta sob pressão. Contra o Madureira, o Vasco flertou com o desastre. Erros de Hugo Moura e até do experiente Léo Jardim deram chances claras ao Tricolor Suburbano, que chegou a acertar a trave cruz-maltina.

Para um time que almeja grandes conquistas em 2026, esse tipo de “desatenção pontual” pode ser fatal em jogos de eliminatória. O controle de carga física, que tirou nomes como Thiago Mendes e Paulo Henrique da partida, é compreensível, mas a execução técnica da equipe reserva precisa estar mais afinada com o modelo de jogo proposto pela comissão técnica.

Estreias e as boas notícias da noite

Nem tudo foi frustração no Caldeirão. O torcedor pôde observar de perto as caras novas do elenco. O atacante Brenner mostrou mobilidade, embora tenha parado na muralha adversária. Já o jovem Marino, que entrou no segundo tempo, trouxe o drible e a ousadia que faltavam pelas pontas, pedindo passagem para ter mais minutos nas próximas partidas.

“Temos um elenco qualificado e o rodízio é necessário para evitar lesões em um calendário insano” afirmou Fernando Diniz em coletiva após o confronto.

A frase reflete a mentalidade da gestão atual, que foca na longevidade dos titulares, mas coloca uma pressão extra sobre os suplentes para que correspondam à altura.

O que o Vasco precisa para o clássico e o Brasileiro

O calendário não dá tréguas. O foco agora se divide em duas frentes cruciais que vão testar a profundidade do plantel.

  1. Estreia no Brasileiro: Na próxima quinta-feira, o Vasco recebe a Chapecoense. A expectativa é pelo retorno da força máxima, já que os pontos em casa no campeonato nacional são inegociáveis.
  2. Clássico contra o Botafogo: No domingo, o fechamento da primeira fase do Carioca contra o Alvinegro será o verdadeiro termômetro. É o momento de provar que o empate contra o Madureira foi apenas um acidente de percurso.

O Vasco tem peças para brilhar em 2026, mas precisa converter posse de bola em rede balançando. O apoio da torcida em São Januário continua sendo o combustível, mas o time precisa devolver essa energia com resultados mais sólidos, especialmente quando opta por formações alternativas.

CLASSIFICAÇÃO DO CARIOCA

Fonte: https://www.lance.com.br/vasco/vasco-perde-penalti-e-fica-no-empate-contra-o-madureira.html

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