
A sanção da Lei nº 615/2025 representa um marco necessário para o sistema de ensino público de Manaus. Ao instituir o Programa Municipal de Educação para o Consumo, a cidade deixa de tratar as finanças como um tabu e passa a encarar a realidade econômica como uma disciplina essencial para a vida. A iniciativa do vereador Paulo Tyrone (Democrata) surge em um momento em que o endividamento das famílias brasileiras atinge níveis preocupantes, e a solução para esse ciclo muitas vezes começa na base escolar.
Preparar crianças e adolescentes para lidar com o dinheiro vai muito além de ensinar a economizar moedas em um cofrinho. O texto da lei foca na formação de um senso crítico aguçado, permitindo que o aluno entenda o valor das coisas e, principalmente, as armadilhas que o cercam no mundo digital.
O vereador destaca que a intenção é preparar os jovens para os desafios modernos, afirmando que:
“Precisamos preparar nossas crianças para a realidade atual. Não se trata apenas de economizar, mas de saber identificar um golpe no celular ou uma propaganda enganosa”.
Os pilares fundamentais do novo programa educativo
O programa foi desenhado para ser abrangente e prático, fugindo de teorias complexas que muitas vezes distanciam os alunos da realidade. A proposta é integrar o cotidiano das famílias amazonenses ao conteúdo pedagógico, abordando temas que impactam diretamente a economia doméstica.
Os principais pontos que serão trabalhados nas escolas incluem:
- Planejamento de gastos e elaboração de orçamento pessoal e familiar
- Compreensão sobre diferentes formas de pagamento e os riscos dos juros
- Identificação de golpes digitais e fraudes financeiras comuns no ambiente virtual
- Combate à publicidade enganosa e ao consumo desenfreado por impulso
- Sustentabilidade e o impacto ambiental das escolhas de consumo
Como a lei será aplicada na prática pedagógica
A implementação da lei prevê um modelo dinâmico para atrair a atenção dos jovens. Em vez de apenas aulas expositivas, a educação para o consumo será feita através de oficinas, palestras e atividades extracurriculares que utilizam a tecnologia como aliada. O uso de aplicativos, jogos educativos e mídias digitais deve tornar o aprendizado mais leve e eficiente.
Paulo Tyrone reforça que o foco é a autonomia do aluno, explicando que:
“Nosso objetivo é formar cidadãos com senso crítico, que saibam gerir seu próprio orçamento e tomar decisões de consumo consciente desde cedo. Queremos que os alunos aprendam a planejar seus gastos e se proteger diante das armadilhas do mercado”.
O desafio da regulamentação e o impacto em Manaus
Com a lei já em vigor, o Poder Executivo tem o desafio de regulamentar os detalhes pedagógicos e orçamentários em um prazo de 90 dias. Este é o momento crucial para garantir que o projeto não fique apenas no papel e que os professores recebam o treinamento adequado para transmitir esses conhecimentos de forma didática.
O sucesso desta lei em Manaus pode servir de exemplo para outros municípios do Amazonas. Ao formar cidadãos que sabem gerir seus recursos e se proteger de abusos do mercado, a cidade investe diretamente na redução do superendividamento futuro. Cidadãos conscientes consomem melhor, poupam com estratégia e contribuem para uma economia local mais sólida e resiliente.
ASCOM: Eduardo Figueiredo











