Mulher que enfrentou regime autoritário leva Nobel e entra para a História

Maria Corina Machado – Foto: Matias Delacroix/World Politics Review

A ativista e política venezuelana María Corina Machado foi anunciada como a vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2025 pelo Comitê Norueguês do Nobel, em Oslo, na manhã desta sexta-feira (10).

O comitê reconheceu Machado por seu “trabalho incansável promovendo os direitos democráticos do povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”. Ela foi citada como “um dos exemplos mais extraordinários de coragem civil na América Latina nos últimos tempos”.

Os motivos do Comitê Nobel

O principal foco do Comitê Nobel ao premiar María Corina Machado foi sua luta pela restauração da democracia em seu país.

  • Liderança unificadora: O comitê destacou que Machado se tornou uma figura central, capaz de unir a oposição venezuelana, antes fragmentada, em torno da defesa por eleições livres e de um governo representativo.
  • Defesa da democracia global: O prêmio reforçou que a democracia é “uma condição prévia para uma paz duradoura” e que, em um período de retrocesso democrático, é crucial defender a liberdade.
  • Coragem civil: A entidade ressaltou a importância de reconhecer os corajosos defensores da liberdade que se levantam e resistem, como é o caso da ativista frente ao regime “brutal e autoritário” da Venezuela.

A indicação de Machado havia sido feita em agosto de 2024 pela Fundação Inspira América, com o apoio de reitores de universidades americanas.

Quem é María Corina Machado

María Corina Machado Parisca é uma engenheira industrial, professora e política nascida em 7 de outubro de 1967, em Caracas. É uma das principais vozes de oposição ao regime de Nicolás Maduro.

  • Atuação Política: Fundou movimentos como o Vente Venezuela (de viés libertário) e a plataforma SoyVenezuela, que reúne setores insatisfeitos com o governo.
  • Histórico Parlamentar: Foi deputada na Assembleia Nacional entre 2011 e 2014, período em que atuou denunciando abusos internacionais. Teve seu mandato cassado em um ato visto por muitos como perseguição política.
  • Eleições de 2024: Venceu com ampla maioria as primárias da oposição, tornando-se a principal força motriz para desafiar o governo, mas foi proibida de concorrer por decisão do regime.
  • Reconhecimentos Anteriores: Em 2024, ela já havia sido reconhecida internacionalmente com o Prêmio Sakharov, concedido pelo Parlamento Europeu, ao lado de Edmundo González, como apoio ao movimento democrático venezuelano.

Fonte: https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2025-10-10/nobel-da-paz-maria-corina-machado-acoes-na-venezuela.html

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