
A mobilidade urbana em Manaus exige equilíbrio entre a técnica e a realidade de quem vive as ruas. Nesta quarta-feira (11/2), o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) iniciou uma pesquisa na rua Germânio, no bairro Vila da Prata. O objetivo é ouvir a comunidade sobre a proposta de transformar um trecho estratégico da via em mão única.
Atualmente, o segmento entre as ruas Guarani e Berquélio opera em sentido duplo, o que gera gargalos e riscos de acidentes. A alteração busca legitimidade na experiência de quem transita diariamente pela zona Oeste.
Segurança e fluxo
A transformação para sentido único é uma solução da engenharia de tráfego para reduzir pontos de conflito. No Vila da Prata, a expectativa é de ganhos imediatos na rotina dos condutores.
- Segurança viária: com o tráfego em apenas uma direção, as conversões ficam seguras e o risco de colisões diminui.
- Vagas organizadas: ruas de mão única permitem distribuir melhor o estacionamento sem estrangular a via.
- Transporte ágil: sem o conflito de direções opostas, o tempo de viagem dos ônibus melhora significativamente.
Participação popular
Um diferencial desta ação é a metodologia. Antes de instalar placas, o “IMMU” optou por consultar comerciantes e pedestres. O pesquisador Raimundo Nogueira de Sousa reforçou que a prioridade é entender o impacto na rotina de quem reside no local.
Essa postura evita resistências comuns em mudanças abruptas. Ao tabular os dados antes da prática, a gestão garante que a solução técnica seja também socialmente aceita pela vizinhança.
Próximos passos
O diretor de Engenharia do “IMMU”, Uarodi Guedes, confirmou que a aprovação popular é o gatilho para a execução. Se os dados forem favoráveis, o órgão iniciará o cronograma de sinalização.
“Sempre que há estudos para mudanças viárias, a população é ouvida. Se houver aprovação de moradores, comerciantes e usuários, a alteração é implementada”, afirmou Uarodi Guedes.
A iniciativa reflete um urbanismo voltado para as pessoas. O desfecho no Vila da Prata servirá de termômetro para intervenções em outros bairros que enfrentam saturação viária em 2026.
ASCOM: Álisson Castro/IMMU










